Marcelio Oliveira – Ainda sobre Neymar e companhia

DSC003082s11111Chegou ao fim a Copa do Mundo de futebol. Acompanhei com afinco todos os acontecimentos em relação aos jogos e, confesso, acabei ficando, também, um pouco alienado.

Fiquei, inclusive, sem escrever aqui por esses dias, acreditando que ninguém estaria interado em nada que não fosse relacionado às questões referentes ao mundial.

Mas agora estou de volta e, para início de conversa, vou tentar dá a minha opinião, mesmo que tardia, sobre a derrota da seleção brasileira.

Os resultados mostram que a seleção brasileira só agradou aos torcedores em dois jogos, contra Camarões, na vitória de 4 a 1 e contra a Colômbia, na vitória por 2 a 1. Nos dois casos, teve mais de 42% de avaliação positiva. Oscar, Julio César e David Luiz foram os jogadores melhor avaliados. Fred, o pior, só perdendo para o técnico Felipão.

Neymar, David Luiz e Thiago Silva foram os únicos jogadores a se livrarem do vexame da derrota histórica para Alemanha. O que parecia azar, naquele momento, foi transformado em sorte, especialmente, para Neymar.

E para ilustrar o que falei a cima, me lembrei de uma parábola que serve de reflexão para todos nós, a respeito do que aconteceu com Neymar e, às vezes, acontece a qualquer um de nós.

Tenham todos uma Boa Leitura!

Era uma vez um menino pobre que morava na China e estava sentado na calçada do lado de fora da sua casa. O que ele mais desejava era ter um cavalo, mas não tinha dinheiro. Justamente neste dia passou em sua rua uma cavalaria, que levava um potrinho incapaz de acompanhar o grupo. O dono da cavalaria, sabendo do desejo do menino, perguntou se ele queria o cavalinho. Exultante o menino aceitou. Um vizinho, tomando conhecimento do ocorrido, disse ao pai do garoto: “Seu filho é de sorte!” “Por quê?”, perguntou o pai. “Ora”, disse ele, “seu filho queria um cavalo, passa uma cavalaria e ele ganha um potrinho. Não é uma sorte?” “Pode ser sorte ou pode ser azar!”, comentou o pai.

O menino cuidou do cavalo com todo zelo, mas um dia, já crescido, o animal fugiu. Desta vez, o vizinho diz: “Seu filho é azarento, hein? Ele ganha um potrinho, cuida dele até a fase adulta, e o potro foge!” “Pode ser sorte ou pode ser azar!”, repetiu o pai.

O tempo passa e um dia o cavalo volta com uma manada selvagem. O menino, agora um rapaz, consegue cercá-los e fica com todos eles. Observa o vizinho: “Seu filho é de sorte! Ganha um potrinho, cria, ele foge e volta com um bando de cavalos selvagens.” “Pode ser sorte ou pode ser azar!”, responde novamente o pai. Mais tarde, o rapaz estava treinando um dos cavalos, quando cai e quebra a perna. Vem o vizinho: “Seu filho é de azar! o cavalo foge, volta com uma manada selvagem, o garoto vai treinar um deles e quebra a perna.” “Pode ser sorte ou pode ser azar!”, insiste o pai.

Dias depois, o reino onde moravam declara guerra ao reino vizinho. Todos os jovens são convocados, menos o rapaz que estava com a perna quebrada. O vizinho: “Seu filho é de sorte…”

Assim é na vida, tudo que acontece pode ser sorte ou azar. Depende do que vem depois. O que parece azar num momento, pode ser sorte no futuro.

Do livro: O Sucesso não Ocorre por Acaso – Dr. Lair Ribeiro – Ed. Objetiva.

Marcelio Oliveira (Para o Portaldenoticias.net)
Email: marceliojornalista@hotmail.com