Médica teria se recusado a atender rapaz baleado e presta queixa contra família em Feira de Santana

54989-2Uma confusão ocorrida durante a espera por um atendimento no Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana, virou caso de polícia. O fato aconteceu por volta das 3h da madrugada desta sexta-feira (14), quando o soldador Jevanilson Rios Santos, 20 anos, chegou em uma ambulância da cidade de São Gonçalo dos Campos, em estado grave.

A mãe dele, Zenilda Rios Santos, informou que ele foi confundido com marginal e espancado por populares. Ela afirma que a vítima não tem passagens pela delegacia e que uma médica recusou atendimento.

Ao ouvir que não havia vaga, a mãe ficou desesperada e provocou um tumulto no hospital. A médica, por sua vez, foi à delegacia registrar uma queixa contra a família e deve retornar para prestar depoimento. O motivo da queixa não foi divulgado.

Segundo a mãe, a médica teria dito que não podia fazer nada e que lugar de bandido é na cadeia. “A gente teve que invadir e bater na porta porque meu filho estava morrendo. Teve três paradas cardíacas no caminho. Eu clamava para salvar a vida de meu filho, 40 minutos sem atendimento e a médica disse que não podia fazer nada (…) e que lugar de bandido é na cadeira”, disse a mãe da vítima.

Jevanilson reside no povoado de Pau Seco, no distrito de Humildes, em Feira de Santana, e foi com um colega para São Gonçalo. “A polícia disse que lá está tendo muito roubo de moto e como ele não é conhecido e chegou com outro colega, ‘espancaram ele’. Jevanildo foi ver uma menina lá, uma paquera, e confundiram ele”, contou a mãe informando que o estado de saúde do filho é delicado.

As informações são do acorda cidade