Médicos cubanos começam a trabalhar nesta segunda-feira

ranulfo-medicos-cubanosUm grupo de 45 médicos cubanos começa a trabalhar na segunda-feira (16/9), em Cansanção e nos demais 21 municípios baianos escolhidos pelo programa “Mais Médicos”. O Ministério de Saúde confirmou que os profissionais passaram três semanas em cursos, voltado à avaliação continuada sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) e Língua Portuguesa. Nessa sexta-feira (13), eles fizeram uma prova e os aprovados serão levados as cidades onde irão trabalhar e os que não conseguiram êxito nas avaliações, terão uma segunda chance com um reforço do curso e farão outra prova.

Sobre os médicos brasileiros que também se cadastraram no programa e desistiram da vaga, o Ministério da Saúde informou que eles serão suspensos por até seis meses e não poderão se cadastrar novamente no programa “Mais Médicos”. Eles tinham até ontem para comparecerem.

De acordo com o balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, municípios do Norte e Nordeste receberam 364 dos 400 médicos cubanos que integram esta primeira leva de profissionais de saúde trazidos de Cuba pelo governo federal. O primeiro grupo de 400 médicos cubanos que veio atuar no Brasil atende 29,4% dos 701 municípios que não foram selecionados por nenhum médico no chamamento individual do Mais Médicos: 334 devem atuar em 182 municípios com 20% ou mais da população em situação de extrema pobreza; 26 médicos vão para 24 regiões metropolitanas e 40 vão para 13 distritos indígenas.

“A primeira prioridade para alocação dos profissionais médicos foram os municípios com maior concentração de pobreza”, explicou o ministro da saúde, Alexandre Padilha. Ele completou que o segundo critério foi voltado pelos Estados que demandaram muitos médicos. “Quando os estrangeiros chegam aos municípios, começa o processo de supervisão do trabalho desses médicos nos municípios e avaliações regulares do trabalho deles pelos supervisores”, disse Padilha. O ministro falou a respeito das desistências de médicos brasileiros selecionados na primeira etapa do programa, que deverão se apresentar aos municípios destinados a trabalhar.

Com carga horária de 120 horas, conteúdo programático e os materiais utilizados no treinamento sob orientação do MEC e entidades educacionais, a avaliação vai abordar aspectos do SUS, doenças prevalentes no Brasil, conhecimentos linguísticos e de comunicação, aspectos éticos e legais da prática médica. Os profissionais também farão visitas técnicas aos serviços de saúde e vão participar de simulações de consultas de casos complexos com enfoque especial na atenção básica. Os médicos que atuarão em áreas indígenas (DSEI) terão acesso a conteúdos específicos sobre saúde indígena.

Até o final do ano, mais 3,6 mil profissionais cubanos chegam ao Brasil para ocupar os postos remanescentes, após novas rodadas de chamamento individual de brasileiros e estrangeiros.

Os 45 médicos vão atuar nas seguintes cindades: Adustina 2, Araci 2, Boquira 2, Boritirama 2 Campo Alegre de Lourdes 2, Cansanção 2 Carinhanha 2, Central 2, Cocos 2, Coronel João Sá 2, Correntina 2, Formosa do Rio, Preto 2, Itiúba 3, Macaúbas 2, Mansidão 2, Remanso 1, Riacho de Santana 2, Serra do, Ramalho 3, Serra Dourada 1, Sítio do Quinto 2, Souto Soares 2, Tucano 3.

Com informações do Tribuna da Bahia