Mulher de homem morto após chamar PM de “Bambi” desabafa: “animal sem responsabilidade”

RTEmagicC_c7e96b8798.jpgO homem de 36 anos que foi morto em um bar após chamar um policial militar de ‘Bambi’, tinha acado de se tornar pai. A esposa de Robson Oliveira João ainda está muito abalada e não sabe como lidar com a morte do marido. A auxiliar administrativa Andrea Nemeth, que também tem 36 anos, deu a luz a um menino há apenas 18 dias. O crime aconteceu na última quarta-feira (24), em São Paulo.

Robson e Andrea estavam juntos há 4 anos e tinha pedido férias do trabalho para cuidar da criança. Radiante com o nascimento da criança, o técnico em instrumentação já era pai de outra criança.

Sem chão, como ela mesma define, Andrea leu na imprensa que o crime foi cometido por um policial que seria amiga do marido, mas ela garante que nunca viu o rapaz antes. A viúva disse ainda que só descansará quando ver a justiça ser feita.

Muito emocionada, a esposa de João usou as redes sociais para desabafar. “É com muita tristeza que ontem (quarta) foi embora o grande amor da minha vida. Um homem de bem, excelente companheiro, trabalhador, pai, filho, de muitos amigos e sempre de bem com a vida. Um animal sem responsabilidade tirou a vida dele sem ao menos poder viver a metade do que ele merecia. Deixou dois filhos, sua família e eu, que agora estou sem chão. Uma vida inteira pela frente que eu tinha para viver com você. Muito amor que eu tinha pra te dar. Meu amor, meu companheiro, meu chão. Um dia vamos nos encontrar para terminar de viver a nossa história. Te amo muito. Vai em paz”, escreveu ela.

A Polícia Militar ainda não se manifestou sobre o caso. O autor do disparo que matou João fugiu após o disparo. Os dois estavam em um bar assistindo a um jogo entre São Paulo e Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro.

Segundo o irmão da vítima, Roberto João Júnior, os dois eram amigos e costumavam brincar entre si . “Eles estavam conversando, brincando. Nessa brincadeira, parece que o policial sacou a arma e atirou. Eles eram amigos. Um levava o outro para casa. Não entendi o que aconteceu”, disse ao G1 São Paulo.