O fenômeno chamado João Amoêdo

“Chegar ao dia 1º de setembro com dois milhões de seguidores no Facebook.” Este era o objetivo de curto prazo de João Amoêdo, candidato do Novo à Presidência da República. Nas redes sociais, ele vem celebrando a rápida ascensão do número de pessoas que o acompanham pela internet.”, porém tudo indica que essa meta poderá ser alcançada entre os dias 27 e 28 de agosto, hoje (26), Amoedo está precisando a pouco mais de 70 mil seguidores para atingir a meta.

24057 2 EL
Foto reprodução

No atual patamar de crescimento, a conquista do eleitor “real” pode ser questão de tempo. A intenção de voto no empresário, medida pelas pesquisas, já demonstra crescimento. Ele chegou a 2% na mais recente pesquisa do Datafolha**, divulgada na última quarta (22), sendo que já há quem diga que o empresário poderá já aparecer empatado tecnicamente nas próximas pesquisas com Ciro Gomes e Geraldo Alckmin.

De todo modo, seu desempenho na internet – fundamental para quem mal terá tempo na tevê – chama atenção. Ele é um dos candidatos cuja quantidade de seguidores mais cresce desde a pré-campanha. Atualmente são mais de 1,9 milhão no Facebook. No Twitter e no Instagram, são 137 mil e 272 mil, respectivamente.”

“Em um levantamento realizado em março pelo Imagem Corporativa, o candidato do Novo tinha 381 mil seguidores no Facebook. Marina Silva (Rede) tinha 2,2 milhões, Jair Bolsonaro (PSL) tinha 5,2 milhões, Ciro Gomes (PDT) tinha 216 mil e Geraldo Alckmin (PSDB), 884 mil. O ex-presidente Lula (PT) não estava na lista das páginas analisadas pela pesquisa.

De lá para cá, Marina praticamente não teve evolução no número de seguidores, Bolsonaro agregou 400 mil pessoas, Ciro ganhou quase 130 mil e Alckmin, cerca de 28 mil. Amoêdo, por sua vez, aumentou sua rede em mais de 1,5 milhão.”

“Por que Amoêdo é tão popular na rede?

Uma possível explicação para esse desempenho é o fato de que Amoêdo é visto como o único “outsider” que sobrou nas eleições presidenciais. Embora Guilherme Boulos (PSOL) também nunca tenha participado de uma eleição antes nem venha de família de políticos, sua trajetória na militância pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) faz com que ele já seja um rosto mais conhecido.

Outro fator foi o discurso do candidato do Novo sobre sua declaração de bens. A lista de patrimônio que ele entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) soma mais de R$ 425 milhões, o maior valor entre todos os candidatos a presidente. Questionado sobre isso, ele naturalizou o acúmulo de capital.

“Eu trabalhei a minha vida toda, estudei bastante, trabalhei na iniciativa privada. […] Eu tenho até sido questionado […] se eu não sou uma pessoa insana. Porque, podendo morar fora do Brasil, podendo aproveitar a vida bem e tô aqui me expondo, me dedicando a fazer algo pelo Brasil, acho que só tem coisas positivas para serem usadas, né? […] Acho que esse é um dado positivo, de transparência”, diz ele em um vídeo publicado em sua página do Facebook.

Mesmo com o grande patrimônio, no entanto, Amoêdo não abriu mão de lançar uma vaquinha virtual para arrecadar fundos para a campanha. Ele já tinha arrecadado mais de R$ 351 mil até o dia 15 de agosto, último dia da pré-campanha, segundo o G1.”

Carreira

João Dionisio Filgueira Barreto Amoêdo nasceu em 1962 no Rio de Janeiro, filho do médico radiologista paraense Armando Amoêdo e da administradora de empresas potiguar Maria Elisa Barreto. João Amoêdo é casado com Rosa Amoêdo e juntos tiveram 3 filhas. Sempre foi apaixonado por esportes e já completou 10 maratonas e 6 ironman (prova de triatlo no qual o participante deve nadar 3,8km, pedalar 180 km e depois correr 42km).

João cursou, ao mesmo tempo, Engenharia Civil na UFRJ e Administração de Empresas na PUC-Rio e graduou-se em ambas com 22 anos. Participou do programa de Trainee do Citibank e foi promovido a gerente com apenas 25 anos.

No ano seguinte foi convidado para trabalhar no BBA. Rapidamente, foi promovido a Diretor Executivo e em 1999 assumiu a gestão da financeira do banco, a Fináustria. Sob a sua gestão, a empresa, que estava deficitária, foi renovada e passou a ter lucro. Além disso, foi eleita uma das 100 melhores empresas para se trabalhar no Brasil pela revista Exame.

Em 2004, João foi convidado para assumir a vice-presidência do Unibanco. Um ano depois, deixou as tarefas executivas e foi eleito membro do Conselho de Administração do banco. Em 2009, passou a fazer parte do conselho de administração do Itaú-BBA, cargo que ocupou até 2015. De 2011 a 2017 foi membro do Conselho de Administração da João Fortes, quando saiu para se dedicar integralmente à pré-candidatura à Presidência.

*Com informações do Gazeta do Povo