Pacientes com Chikungunya e Zika vírus vivem drama em Feira de Santana

82268-3Vem crescendo de forma preocupante o número de pessoas acometidas de doenças virais, gripes, resfriados, inflamações na garganta, dengue Chikungunya e Zika vírus em todo município de Feira de Santana. Esse fato pode ser facilmente comprovado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e principalmente nas policlínicas, que estão super lotadas. As queixas variam de paciente a paciente, mas normalmente, as pessoas reclamam de dores de cabeça, nas articulações, falta de apetite, entre outros sintomas.

A agente de endemias Severina Alves, que mora no distrito de Matinha e trabalha em um setor de cobertura endêmica no bairro Cidade Nova, foi a Policlínica do Parque Ipê levar uma amiga. Ela relatou que a situação das doenças virais é grave e muitas pessoas estão ficando sem trabalhar e prostradas em casa. “As unidades de saúde pública estão todas lotadas, assim como os hospitais particulares. Os casos que prejudicam mais as pessoas estão relacionados ao Zika vírus e ao Chikungunya”, observa.

82271-3Severina Alves reclama que por causa das dores, muitas pessoas não conseguem nem dormir. Ela afirma que já encaminhou mais de 10 pessoas à policlínica do Parque Ipê e que no distrito de Matinha existem muitas pessoas, principalmente idosos, sofrendo por causa desses vírus.

A dona de casa Marli Oliveira Souza aguardava atendimento na policlínica e se queixava de dores fortes nas pernas e em várias articulações. “Estou cheia de dores há oito dias. Fui à Upa (Unidade de Pronto Atendimento) da Mangabeira, fui medicada e não resolveu nada, por isso vim aqui na policlínica. Estou toda inchada e acho que estou com Zika vírus”, afirmou em tom de tristeza.

82267-3Ela disse que por causa das dores, está com dificuldades para dormir e, além disso, não está podendo trabalhar e em algumas vezes tem que ficar em cadeiras de rodas.

A copeira Vanda Leandra também aguardava atendimento. Ela reclamou de uma falha da policlínica do Parque Ipê, que após atender os pacientes com algum tipo de virose, não emite um atestado médico. Segundo ela, isso vem prejudicando as pessoas que trabalham e acabam tendo o ponto cortado. “Eu gostaria de reivindicar da policlínica, que ao atender os pacientes, emita o atestado de no mínimo cinco dias para que eles possam se recuperar”, salienta.

Durante a permanência da reportagem do Acorda Cidade na policlínica, muitas pessoas estavam em estado de prostração, tristes e abatidas. Demonstravam não ter ânimo para nada. Tinham pacientes que estavam tão fragilizados pelas viroses que chegaram a desmaiar enquanto aguardavam atendimento.

Fonte: Daniela Cardoso e Ney Silva/Acorda Cidade