Petistas começam a se articular para tentar levantar popularidade de Rui Costa

11088Após anúncio do nome do secretário da Casa Civil, Rui Costa, para representar o PT nas urnas, caciques da sigla não perdem tempo e iniciam forte articulação em prol de popularizar o escolhido rumo à vitória, conforme fazem questão de frisar. A tese é que já estão, inclusive, na frente do grupo contrário que sequer bateu o martelo em torno de quem será o pré-candidato.

Reforçando, o secretário de Comunicação do Estado, Robinson Almeida (PT), provável candidato a deputado federal, até mesmo traçou um panorama de um possível projeto de campanha do companheiro. Apresentar Rui como um candidato novo seria a principal estratégia, conforme faz questão de destacar o secretário, que é um dos homens fortes do governador Jaques Wagner.

“Rui tem uma biografia que se identifica com a história do povo brasileiro, do povo lutador e isso deve ajudar a equipe do marketing político-eleitoral na construção do discurso a ser apresentado para a população. A estratégia a ser montada deve privilegiar os atributos do candidato. Um candidato novo, um filho do povo que nasceu no bairro da Liberdade, em uma encosta daquela região da cidade e teve, como todos os lutadores brasileiros, de estudar e ganhar a vida”, disse, em entrevista à rádio CBN, complementando ainda que a defesa pelo projetos do governador e da presidente Dilma Rousseff, bem como do ex-presidente Lula, também serão grandes trunfos.

Mais além, antecipou que Rui deve ser apresentado como “um filho do povo que nasceu no bairro da Liberdade” e ao mesmo tempo o homem que “destravou o metrô”. O próprio Rui já confirmou a tática ao se colocar como o candidato dos jovens, que representará o novo.

Secretário aproveita e faz balanço da gestão

Como mais uma maneira de fortalecer o projeto defendido, Robinson Almeida aproveitou para fazer um balanço da atual gestão. Para ele, os programas Bolsa Família e Garantia Safra foram primordiais para amenizar a seca, tida como a pior dos últimos 60 anos.

“Embora a estiagem tenha sido um grande impasse, não houve um grave problema social na região do semiárido”, pontuou, assegurando que a meta é realizar ainda mais políticas estruturantes, como a transposição do Rio São Francisco, que, em sua opinião, “deveria ter uma velocidade maior, pois vemos a cada ano um processo progressivo de desertificação”.

O secretário,entretanto, não se esquivou de temas polêmicos, a exemplo do combate ao fogo no Estado.

Questionado sobre essa situação e qual a melhor forma de resolver essa questão, Robinson Almeida afirmou que a saída é financiamento e gestão.

Para o primeiro ponto, a Assembleia Legislativa da Bahia, conforme ele, avalia um projeto de lei que cria um financiamento através de taxas.

“A segunda é gestão, temos que ter forma rápida para resolver as infraestruturas”, explicou. Sobre o movimento de independência do Corpo de Bombeiros, Almeida contou que em vários países a atuação do bombeiro é feita por civis.

“Acho que cabe a ocupação da área de segurança, com uma lógica institucional, com o conceito de gestão pública desmilitarizada”, frisou.

Ainda de acordo com o secretário, é preciso fazer um estudo sobre o sistema de segurança no País, pois a resolução dos problemas deve ser integrada.

“Creio que temos que fazer um grande estudo no sistema de segurança no país. Esse pacto federativo que o governo federal fica responsável pelas forças macro e os governos estaduais com a segurança no estado e o município com as guardas é questionável. O tráfico é internacional e tem que ser enfrentado sistematicamente”, completou Robinson Almeida, ressaltando ter confiança em cada vez mais avanços para o projeto que está dando certo.

Fonte: Fernanda Chagas (Tribuna da Bahia)