Pinheiro cobra orientação de bancos a agricultores sobre suspensão das dívidas

    9217222418_3b2e1729aeO senador Walter Pinheiro (PT/BA) destacou, em discurso no plenário do Senado nesta sexta-feira (5), que cabe aos agentes financeiros orientar os produtores sobre os benefícios do Plano Safra Semiárido, anunciadas quinta-feira (4) pela presidenta Dilma Rousseff, em Salvador.“Agora, nós precisamos apertar os bancos. O Banco do Brasil e o Banco do Nordeste precisam ter mais agilidade”, disse.

    Pinheiro ressaltou a necessidade de mobilizar os agricultores e os agentes financeiros para resolver o problema da dívida agrícola por meio de medidas reiteradas pela presidenta Dilma e já em vigor, desde a relatoria da MP 565 (MP da Seca), atual Lei 12.716. “Nós já tínhamos colocado a supressão da execução judicial na MP 565. Dessa forma, uma vez que o agricultor se posicione dizendo que quer renegociar, a ação judicial será suspensa e uma vez materializada a negociação o processo judicial se extingue”, lembrou o senador, que foi relator da MP 565 no Congresso Nacional.

    O senador também defendeu que se elimine ao máximo a burocracia para evitar desgastes desnecessários aos produtores. “Imaginem o que é chegar ao Banco do Nordeste, que já não tem capilaridade… O agricultor tem que se deslocar até onde há uma agência do Banco do Nordeste e, ao chegar lá, tem que ler um verdadeiro ‘Tratado de Tordesilhas’, para ver se adere ao crédito ou não. Aí ele tem que contratar alguém, para poder assessorá-lo e saber como se assina um contrato. Isso leva uma vida eterna. Então, é importante que essa burocracia seja eliminada”, completou.

    Além das medidas de redução dos juros para a renegociação da dívida, Pinheiro também destacou a necessidade de avanço na redução ou até mesmo juro zero para a aquisição de máquinas.Outro ponto levantado pelo parlamentar foi em relação à assistência técnica e orientação sobre os avanços das novas tecnologias em benefício do campo. “Ajustada essa política toda de garantia da safra, da compra de equipamentos, do crédito, vem a questão da assistência técnica, do acompanhamento, para que esse agricultor possa ter a orientação devida e produzir”, afirmou.