“Podem vasculhar, nada será encontrado, somos limpos”, diz tesoureiro de Dilma

xIMAGEM_NOTICIA_5.jpg.pagespeed.ic._GBfGdjq5wEscolhido para ser tesoureiro da campanha da presidente Dilma Rousseff em meio à campanha de reeleição, por conta da operação Lava Jato, o deputado Edinho Silva (PT-SP) afirmou que, apesar das acusações dos oposicionistas, as contas não revelam nada de ilegal.

“Em hipótese alguma, podem vasculhar a campanha, nada será encontrado. Quando cheguei para ser o tesoureiro, as investigações (da Lava Jato) já estavam em andamento. Assumi a tarefa da tesouraria para blindar a campanha daquele ambiente que já era ruim, essa era a minha principal tarefa”, disse o parlamentar, que recentemente foi indicado para chefiar a Autoridade Pública Olímpica (APO), em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.

Ele nega também que recursos desviados da Petrobras tenham sido utilizados na campanha. “Nunca cheguei perto de absolutamente nada que tivesse vínculo com contratos da Petrobras, ao contrário, só ouvia reclamações por conta da inadimplência que, segundo eles, afetava a saúde econômica de vários segmentos. Arrecadei dentro da legalidade, as contas foram rigorosamente auditadas pelo Tribunal Superior Eleitoral e aprovadas por unanimidade”.

Em relação às empresas que doaram dinheiro, Silva argumenta que “assim como todos os demais tesoureiros das demais campanhas”, a arrecadação foi feita com “empresas sem vínculo contratual com o governo e outras com vínculo”. “Mas as empresas não tinham só vínculo com a União, elas tinham vínculos com os Estados. Tive mais facilidade com empresas do varejo do que com empreiteiras”, afirmou.