Polícia baiana prende mais uma quadrilha suspeita de roubo a bancos

    27114-3Policiais da Ceto (Companhia Especial Tático Ostensiva) do CPRL (Comando de Policiamento Regional leste) prenderam na tarde deste domingo (4) uma quadrilha composta por cinco homens e uma mulher. Existe a suspeita de que a quadrilha tenha participação em roubos a bancos.

    Segundo o Tenente José Carlos Santiago, oficial coordenador, os policiais faziam ronda no distrito de Humildes, quando foram informados que haviam pessoas comercializando drogas. Os policiais viram um grupo de pessoas, que ao notar a presença deles, correram em direção a uma casa, onde foram encontrados cartuchos de fuzil 7.62, privativo das Forças Armadas, cartuchos de fuzil 44, dinheiro, uma pequena quantidade de drogas, um fuzil mosquefal e peças de uma moto.

    27110-3Foram presos durante a ação, Jonas Bispo Cerqueira, 18 anos, Gelson Mario de Jesus Silva, 23, Jorge Gerson Paixão de Jesus, 28, Fernando Francisco dos Santos, 25, que foi apontado pela polícia como o líder da quadrilha, um menor e Thaís Jesus dos Santos, 19 anos, que é esposa de Fernando.
    Apesar dos integrantes da quadrilha não terem passagem pela polícia, o delegado Ricardo Brito, afirmou que as armas e os apetrechos encontrados, indicam que eles tenham participação em roubo a bancos. “A polícia Civil vai investigar para chegar a conclusão”, afirmou.

    Em entrevista ao Acorda Cidade, Thaís negou que os presos façam parte de uma quadrilha e disse que no momento em que os policiais chegaram a casa dela, ela tinha acabado de chegar de Salvador. Thaís disse ainda que o marido, Fernando, comprou uma das armas apreendidas por 500 reais, e que o dinheiro apreendido era para pagar o aluguel da casa onde a quadrilha foi encontrada.

    “Eu estava em Salvador, na casa da minha mãe, e quando eu cheguei os policiais chegaram também. Meu marido não roubava e não matava, ele tinha essas armas, mas deixava guardadas. Eu não tenho nada a ver com isso, tenho uma filha pequena de três meses”, afirmou.

    Fernando também negou que esteja envolvido em qualquer tipo de crime e confirmou a versão da esposa, quando perguntado sobre a origem das armas. “Apareceu um rapaz dizendo que tinha umas coisas pra me vender. No dia que recebi o dinheiro ele me vendeu as armas, mas eu não usava, deixava dentro de casa. Eu nem sei mexer naquilo. Nunca usei, trabalho de pedreiro e essa é a primeira vez que fui preso”, contou.

    Fonte: Acorda Cidade