Polícia de Euclides da Cunha prende mecânico foragido da Justiça de Minas Gerais

preso-minasNo início da madrugada de ontem (30), agentes policiais civis da 1ª DT da 25ª Coorpin de Euclides da Cunha prenderam Marcos Roberto Tolentino (29), natural da cidade de Patos de Minas-MG. Marcos se encontrava em Euclides da Cunha, para onde viera, juntamente com outras pessoas daquele município mineiro, para fazer a troca do motor de um ônibus, destes usados para transporte alternativo de passageiros de cidades do Nordeste para o Sudeste e vice-versa.

O grupo foi abordado e conduzido para a 1ª Delegacia Territorial de Polícia, para averiguação dos documentos pessoais dessas pessoas.

Ao averiguar os dados pessoais de Marcos Roberto Tolentino, o sistema acusou a existência de um Mandado de Prisão expedido por Melchiades Fortes da Silva Filho, juiz de direito da Vara Crime da Comarca de Patos de Minas-MG, em desfavor de Marcos Roberto Tolentino, desde 29 de agosto de 2011.

O magistrado alegou ter Marcos Roberto deixado de comparecer ao Presídio Sebastião Sátiro para assinar o Livro de Frequência e que, por este motivo, teve as prerrogativas do regime aberto domiciliar, suspensas. Marcos Tolentino havia sido preso, julgado e condenado a cumprir 11 anos de prisão, com base no artigo 157 do Código Penal (assalto à mão armada) e se encontrava no chamado regime semiaberto.

O condenado alegou que não teria mais comparecido ao presídio, por conta de uma informação de um funcionário responsável pelo Livro de Frequência, que o teria dito que ele, Marcos, estaria dispensado de tal obrigação e que, por isso, entendeu não haver impedimento para transitar livremente por qualquer parte do Brasil.

A justificativa apresentada não sensibilizou a polícia, que o mantém preso e à disposição da Justiça do Estado de Minas Gerais, especialmente a Comarca de Patos de Minas, cidade localizada na região do Triângulo Mineiro, distante 1506 km de Euclides da Cunha. As outras pessoas que integrava o grupo foram liberadas, pois não havia restrição judicial contra elas.

Ao tirar a camisa de mangas compridas que vestia, para ser fotografado para o arquivo fotográfico da polícia civil da 25ª Coordenadoria de Polícia do Interior sediada em Euclides da Cunha, Marcos revelou tatuagens no ombro direito, costas, braços e pernas, com figuras do palhaço, coringa, carpas, teia de aranha, entre outros.

De acordo com os símbolos e tatuagens relacionadas ao crime, “o palhaço indica que a maioria dos portadores desta tatuagem tem ligação com a prática de roubo, formação de quadrilha e possibilidade de envolvimento em morte de policiais”.

“A carpa, quando desenvolvida para cima, significa que o bandido está crescendo para cima na organização criminosa PCC, que age dentro e fora dos presídios, especialmente em São Paulo, onde foi fundado. O peixe é admirado por força e persistência em subir o rio, ou seja, alcançar seus objetivos. Também usada pelos chefes das máfias chinesa e Yakusa japonesa, atualmente usada pelos chefes de crime no Brasil”.

Fonte: Euclidesdacunha.com