Polícia prende suspeitos de crime bárbaro em Andorinha

renilson e amiltomEm menos de dez dias após um crime com requintes de crueldade, que chocou a cidade de Andorinha, quando foi encontrado morto com arame farpado no pescoço o corpo do jovem JHONATTAS DE AQUINO MONTEIRO, 23 anos, fato ocorrido na Rua da Maravilha naquela cidade.

Por se tratar de uma cidade pequena testemunhas vinham se opondo a denunciar com medo de sofrerem perseguições, mas circulava pelos quatro cantos da localidade, que os autores continuavam zombando e perambulando livremente, causando indignação à população.

No pleno exercício de sua profissão a Delegada Antônia Jane, buscou ouvir algumas dessas testemunhas que revelaram detalhes importantes que a levou a buscar junto a Justiça uma medida para que a situação não permanecesse inerte e na tarde dessa terça-feira (28), de posse dos mandados de prisões temporárias de cinco dias, a Delegada cumpriu seu dever e prendeu dois dos principais suspeitos, identificados como:

• JOSÉ AMILTOM PEIXINHO DOS REIS, 59 anos, residente a Rua Monte Santo s/n, Andorinha.
• RAILSOM DOS SANTOS, 20 anos, residente na Fazenda Melancia, zona rural de Andorinha.

O repórter Netto Maravilha conversou com os dois suspeitos, José Amiltom nega sua participação e disse que não tinha nada a falar, alegando que não sabe de nada, e que tinha apenas conhecimento de vista da vítima, já Railsom disse, “eu não devo nada, não foi eu quem fiz, nem sei quem foi que fez, jogaram esse B.O encima da gente só pra culpar nós, nós não deve nada, jogaram por inveja do povo que ciúma, não gostam quem eu ande mais o ‘veião’ aí oh e ficam inventando as coisas aí” disse Railsom. Perguntamos se eles sabiam como o rapaz havia sido morto, tanto Railsom quanto Amiltom alegam que viram por foto.

A Delegada Antônia Jane, disse que desde o dia após o crime já se comentava na cidade que eles seriam os autores, e disse, “a dificuldade da polícia foi formalizar as testemunhas, porque um dos autores o José Amiltom já foi preso por tráfico, e é tido na comunidade como uma pessoa violenta, então todos tinham receio de testemunhar ele continuar solto e acabar retaliando as testemunhas”, disse a Delegada.

Questionamos qual a participação do outro suspeito Railsom, e a Delegada relatou, “ele teria atraído o Jhonattas para o local, porque o José Amiltom já havia ameaçado Jhonattas por várias vezes para ele não andar com Railsom, então José Amiltom ficou insatisfeito e já consegui relatos de testemunhas que no dia do fato eles beberam juntos e momentos antes do corpo ser encontrado testemunhas informaram que eles estavam todos na casa do José Amiltom”, pontuou Drª. Jane.

De acordo com a Delegada de Andorinha, apesar de todos terem envolvimento com drogas, a polícia investiga a linha de passionalidade uma vez que testemunhas alegam que havia uma relação homo afetiva no caso.

Ainda esta semana a Delegada irá ouvir novas testemunhas que darão suporte para que a prisão temporária de cinco dias seja prorrogada, inclusive há uma terceira pessoa que ainda não foi identificada, o que para Drª. Jane pode esclarecer uma vez em que os dois já custodiados negam autoria.

Finalizando a Delegada agradeceu o empenho da PM de Andorinha que foi grande parceira no caso.

*Com informações e foto do Maravilha Notícias