Por determinação do diretório estadual Leonardo é afastado da presidência do PT de Cansanção

    Partido_dos_Trabalhadores_notinternaO Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores através do presidente Jonas Paulo resolveu afastar o presidente do PT de Cansanção Leonardo Bispo de Queiroz pelo período de 60 dias.

    Segundo a Comissão Política Estadual, o afastamento de Leonardo foi baseado nos Artigos 227 e 228 do estatuto do Partido. O Conselho de Ética do diretório estadual ainda irá emitir um parecer final, porém tudo indica que o dirigente não retornará ao comando do PT de Cansanção.

    O Secretário Geral do PT no município, Osmilton Ribeiro comemorou a decisão da Executiva Estadual “A Justiça foi feita, no ano passado assistimos de mãos atadas o nosso partido ser ridicularizado nas urnas, fomos representados por candidatos de 20 e poucos votos. O PT é um partido sério e merece respeito” disse.

    Com o afastamento de Leonardo, o vice-presidente Suiteberg Belau assume provisoriamente a presidência do PT em Cansanção.

    resolucao

    Veja o que diz o Art. 227 do Estatuto do PT

    Constituem infrações éticas e disciplinares:

    I – a violação às diretrizes programáticas, à ética, à fidelidade, à disciplina e aos deveres partidários ou a outros dispositivos previstos neste Estatuto;

    II – o desrespeito à orientação política ou a qualquer deliberação regularmente tomada pelas  instâncias competentes do Partido, inclusive pela Bancada a que pertencer o ocupante de cargo legislativo;

    III – a improbidade no exercício de mandato parlamentar ou executivo, bem como no exercício de mandato de órgão partidário ou de função administrativa;

    IV – a atividade política contrária ao Programa e ao Manifesto do Partido;

    V – a falta, sem motivo justificado por escrito, a mais de 3 (três) reuniões sucessivas das instâncias de direção partidárias de que fizer parte;

    VI – a falta de exação no cumprimento dos deveres atinentes aos cargos e funções partidárias;

    VII – a infidelidade partidária, nos termos da lei e deste Estatuto;

    VIII – o não acatamento às deliberações dos Encontros e Congressos do Partido, bem como àquelas adotadas pelos Diretórios e Comissões Executivas do Partido, principalmente se, tendo sido convocado, delas não tiver participado;

    IX – a propaganda de candidato ou candidata a cargo eletivo de outro Partido ou de coligação não aprovada pelo PT ou, por qualquer meio, a recomendação de seu nome ao sufrágio do eleitorado;

    X – acordos ou alianças que contrariem os interesses do Partido, especialmente com filiados ou filiadas de partidos não apoiados pelas direções partidárias;

    XI – o apoio a governos que contrariem os princípios programáticos do Partido, principalmente quando em proveito pessoal, ou o exercício de cargo de governo – ministro ou ministra, secretário ou secretária, diretor ou diretora de autarquia ou similar – em qualquer nível, em governo não apoiado pelo PT, salvo autorização expressa das instâncias partidárias;

    XII – a obstrução ao funcionamento de qualquer órgão de direção partidária;

    XIII – a promoção de filiações em bloco que objetivem o predomínio de pessoas ou grupos estranhos ou sem afinidade com o Partido;

    XIV – a não-comunicação ao conjunto dos filiados e filiadas dos nomes inscritos nas chapas; o não-encaminhamento das fichas de cadastro de filiação; a não-divulgação da lista de filiados e filiadas ao conjunto do Partido; o impedimento, por ato ou omissão, da aplicação das normas ou da fiscalização nos processos eleitorais internos; o pagamento coletivo da contribuição de filiados e filiadas, ou impedimento à participação de qualquer filiado ou filiada devidamente habilitado na sua instância;

    XV – a formulação de denúncias infundadas contra outros filiados ou filiadas ao Partido;

    XVI – a não-contribuição financeira com o Partido, nas formas deste Estatuto, quando estiver ocupando cargo eletivo ou cargo em comissão.