Prestes a completar sete anos no poder, Wagner culpa gestões passadas por “nome sujo” do governo

Governador Jaques Wagner Foto Manu Dias/AGECOMO governo da Bahia ficou com o “nome sujo” no Cadastro Único de Convênios (Cauc) desde o início da semana, em decorrência de pendências com contribuições previdenciárias. A situação, no entanto, teria sido regularizada na noite de ontem, segundo a secretaria estadual da Fazenda. Apesar da informação do secretário Manoel Vitório, até as 21h desta sexta-feira, o site do Tesouro Nacional continuava indicando a pendência do governo estadual junto à Receita Federal. O Cauc é uma ferramenta de gestão do Tesouro que disponiliza dados de Estados e municípios para verificação de documentos exigidos na formalização de convênios e recebimento de dinheiro público. Ontem, circulou a informação de que, em decorrência do problema, o governo teria ficado impedido de receber R$ 80 milhões do Prodetur, o que a Sefaz nega. Na Fazenda, o “nome sujo” do governo baiano é colocado na cesta de problemas herdados da gestão de Carlos Martins na secretaria. Em encontro na última quinta-feira com jornalistas, o governador Jaques Wagner (PT), entretanto, se queixou do déficit da previdência, que está na casa dos R$ 2,1 bi, e responsabilizou governos passados pela débito, alegando que não teriam feito o Fundo Previdenciário.