PSC de Vando adere oficialmente ao governo Jaques Wagner

    perfilVandoApós longo período “pré-nupcial”, enfim o enlace entre o Partido Social Cristão (PSC) do deputado Estadual Vando e o governo baiano é selado e, com isso, a base de sustentação conta agora com oito partidos na Assembleia Legislativa e nada menos que 47 deputados.

    As negociações com os socialistas cristãos não foram das mais fáceis e se arrastam desde 2011, mas somente ontem a união foi concretizada. A informação foi antecipada pelo governador Jaques Wagner (PT) em entrevista no programa Balanço Geral e confirmada à Tribuna pelo presidente estadual da sigla Eliel Santana.

    Segundo ele, o martelo foi batido após reunião com a executiva nacional e representantes estaduais. Ele assegura que as costuras não envolveram barganha por cargos, mas sim os pleitos, os ideais, as bandeiras do PSC. Contudo, antecipa dois possíveis nomes para representar a legenda em caso de futura convocação e fala até mesmo em indicação de nome para a chapa majoritária em 2014.

    “Na verdade, já vínhamos conversando há muito tempo, mas somente após apoio a Nelson Pelegrino durante a sucessão estadual que o diálogo avançou e ontem sentamos à mesa onde a decisão foi tomada”, pontuou.

    Quando o assunto foi a reivindicação de espaços, Eliel não hesitou em responder que: “Não serei hipócrita em negar interesse em participar do governo, mas esse não foi o ponto forte da negociação, mas sim em prol de que o partido tivesse vez e voz, que faça parte do projeto, queremos nos sentir úteis, não só para constar, mas para reivindicar melhorias para os municípios, mas é claro que temos bons quadros”.

    Reforçando, o dirigente citou os nomes de Neemias Reis, que esteve à frente da Previs, e Osny Bonfim, que comandou a Defesa Civil do município. “Os dois são muito competentes. Osny, por exemplo, foi muito correto não somente com a cidade, como também com o partido”, deixou escapar.

    Apesar dos rumores, seu nome,conforme faz questão de pontuar, está descartado. “Não disponibilizei meu nome. Pretendo dispensar dedicação exclusiva à direção do PSC, sem falar que faço parte da executiva nacional. Somente me disponibilizaria a ocupar a vaga do senador João Durval (PDT), da qual sou suplente se assim fosse preciso”.

    Mais além, Eliel elencou o número de representantes, indicando ter legitimidade para pleitear uma vaga na chapa majoritária de 2014 e o Senado,de acordo com ele, seria uma possibilidade. “Temos um deputado federal, sete prefeitos e 162 vereadores, sendo dois integrantes da Câmara de Salvador e 13 vices-prefeitos e mais para frente vamos conversar sobre a probabilidade de candidatura ao Senado”, confidenciou.

    O próprio governador antecipa ter consciência que em 2014 a pressão dos aliados será grande.
    “Então, agora o PSC é mais um partido. O PT pleiteia puxar a cabeça de chapa e temos nomes. Os outros partidos também têm demandas e eu, a partir do segundo semestre deste ano, vou conversar com todo mundo e eu tenho certeza que a gente vai ter legitimidade para conduzir esse processo”, garantiu.

    Sobre o mais novo apoio conquistado, Wagner disse estar satisfeito com a força que conseguiu aglutinar e voltou a negar reforma no secretariado. Prefere insistir na tese de que haverá apenas mudanças pontuais.
    “Estou muito satisfeito porque a gente está conseguindo manter o grupo unido. O problema é que as pessoas querem criar uma pauta. Eu estou no meio de um governo. A gente faz reforma ou no primeiro ano, ou quando vira ou quando assume um governo. A qualquer tempo eu posso pontualmente fazer, mas não tem uma reforma”, assegurou.

    Informações da Tribuna