Refrigerantes, leite integral e excesso de gordura saturada são os vilões das gordinhas

    RTEmagicC_obesidadebrasileira_.jpg“Me sinto linda, maravilhosa. Queria estar um pouquinho mais magra, mas estou feliz comigo mesma”. A constação da estudante Rebeca Mariana, 25, que prefere não revelar o medidor da balança, é realidade para 48,7% das soteropolitanas – índice da pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2012) divulgada ontem pelo Ministério da Saúde. Salvador é a única capital onde o percentual de ‘cheinhas’ é superior ao dos homens. De acordo com o levantamento, do lado masculino, 45,8% estão acima do peso ideal, que se baseia no cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC).

    No país, de acordo com os dados, mais da  metade dos homens brasileiros está acima do peso (54%), enquanto a média nacional para mulheres é de 48%. Se do lado feminino a notícia não é boa, em contrapartida, a capital baiana ficou abaixo da média nacional, com 47,3%, sendo a quinta cidade com menos excesso de peso. A média brasileira ficou em 51% – pela primeira vez a maioria está acima do peso . A pesquisa ouviu 45.448 mil adultos em todas as capitais e no Distrito Federal, entre julho de 2012 e fevereiro de 2013.

    RTEmagicC_imc_01.jpgA pesquisa mostra que uma das causas para a diferença entre os gêneros a falta de atividades físicas. Em Salvador, 43,7% dos homens fazem alguma atividade, enquanto apenas 23,2% das mulheres não são sedentárias.

    Obesidade
    “Uma dietazinha posso até fazer. Cirurgia, nunca”, garantiu Barbosa Santana, taxista, 50 anos. Com 122 quilos, ele credita o excesso de peso à vida sedentária e à mania de comer fora. Na avaliação do peso ideal, que leva em conta a altura e o peso do indivíduo, Barbosa está a um ponto da chamada “obesidade grave”, marcando 39 no IMC (é grave a partir de 40).

    Mas não se abala: “Agora mesmo vou almoçar uma quentinha, com feijão e carne assada”, disse ele, apontando para o estande de comidas de Lucineide Bastos. “Arroz, feijão, bisteca ao molho, carne de boi ensopada”, anunciava Lucineide, que acredita que o excesso de peso dos soteropolitanos não atrapalha a vida de ninguém.

    “O maior índice de gordos é nos Estados Unidos, e duvido que eles deixem de ir à praia por isso”, dispara. Tentando defender o seu sustento, a ambulante diz que o tipo de comida que vende não é o vilão das balanças. “O problema é a alimentação fora de hora: salgadinho, batata frita”, opina.

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