Sem equipamentos, profissionais de saúde são expostos ao coronavírus

Lutar contra um inimigo tão grande e, ao mesmo tempo “invisível” como o coronavírus não é fácil. Técnico em enfermagem, enfermeiros, médicos e todos os profissionais de saúde estão batalhando nessa guerra, muitas vezes, sem os escudos de proteção.

Quando os alunos se formaram no curso técnico em enfermagem, de auxiliar, medicina e em outras áreas da saúde, eles – e nem ninguém – imaginavam que viveríamos uma pandemia como essa. Cuidar da saúde de todos é a missão dos profissionais, mas quando o cenário é assustador, a tarefa se torna um desafio ainda maior e perigoso.

Heróis são fortes por si só, porém precisam de escudos para que o inimigo não tenha nenhuma chance de atingir. Caso contrário, a população perde esses guerreiros, aumentando ainda mais as consequências. No Brasil e em outros países, essa é a situação de auxiliar de enfermagem e todos aqueles que estão na linha de frente.

Como se a situação dos hospitais lotados e o aumento do número de casos já não fosse suficiente para deixar os médicos desesperados, a falta de equipamentos de segurança causa ainda mais medo. Ser infectado pelo vírus é ter que parar de lutar para salvar a vida das pessoas. Ou o pior, salvando vidas e perdendo a própria.

Mais de 90 mil profissionais de saúde do mundo contraíram a Covid-19. Cerca de 260 enfermeiros, que estudaram em curso de enfermagem, que tinham uma longa carreira na profissão, acabaram perdendo a vida tentando diminuir o número de mortes causados pela doença. Os dados são do Conselho Internacional de Enfermeiros, divulgados no início de maio.

Em um curso de auxiliar de enfermagem e em outros, é ensinado que máscaras e os demais equipamentos de proteção individual são extremamente necessários para evitar contaminação. Mas como os formados em enfermagem podem colocar em prática tudo o que aprenderam, sem nem todos os hospitais possuem a proteção necessária?

De acordo com especialistas, os grandes heróis dessa batalha são infectados principalmente devido à falta de proteção individual, treinamento ruim e subdimensionamento nas equipes.

Orientações para saúde mental de técnico em enfermagem e demais profissionais da saúde

Além da saúde em geral, a pandemia no novo coronavírus afeta a saúde mental de auxiliar e técnico de enfermagem, entre outros profissionais que estão na linha de frente. Milhares de pessoas perdendo parentes queridos e os números apenas subindo deixam qualquer um aflito.

Pensando em ajudar o psicológico das pessoas que estão lutando para salvar vidas neste cenário, a Organização Mundial da Saúde divulgou um guia com dicas para enfrentar a situação. Confira algumas:

  • cuidar de você mesmo: sabemos que o objetivo de quem faz um curso técnico em enfermagem completo é cuidar da saúde do outro, mas também é necessário cuidar da sua saúde. Por isso, a OMS recomenda fazer pausas entre os turnos, descansar, se alimentar bem;
  • manter contato virtual com familiares: com medo de levar o vírus para os parentes, muitos profissionais estão evitando contato. Porém, ficar ser conversar com familiares pode deixar a situação mais difícil. O guia dá a sugestão conversar por meio da internet.