“Me sinto realizado”, diz ex-vocalista do Olodum após se tornar evangélico

RTEmagicC_pierre_pregacao_txdam235000_d7c6ba.jpgQuem acompanhou a trajetória do Olodum, com certeza, lembra das canções ‘Vem Meu Amor’, ‘Requebra’, ‘Ladeira do Pelô’ e ‘Deusa do Amor’.  Esses e outros sucessos animaram o público na década de 90 na voz de Pierre Onássis, grande nome da música baiana.

“Reconheço e tenho gratidão por tudo que que passei no Olodum. Lá, as pessoas que me incentivaram e influenciaram. O que fica é o legado porque contribuir com a cultura da Bahia. Minha música nunca foi promiscua ou pejorativa, elas marcaram época”, explica o cantor em entrevista ao iBahia. Ao todo, foram nove anos no comando do grupo que além de fazer shows no Brasil, atuou no mercado internacional e levou o samba-reggae para os quatro cantos do mundo.

Nesta mesma época, além de fazer música para o Olodum, o baiano compôs também outras canções consagradas como ‘Vai Sacudir, Vai Abalar’ para o Cheiro de Amor; ‘Suingue do Ara’; para o Ara Ketu, ‘Cara Caramba’, para o Chiclete com Banana e ‘Levada Brasileira’, sucesso na voz de Daniela Mercury.

“Atualmente, sinto falta dessa linha musical. Minha música influenciou ritmos, bandas, artistas e creio que a Bahia precisa resgatar essa essência. Ainda sou reconhecido nas ruas e várias pessoas comentam que minhas canções marcaram uma época”, comenta.

Em 1999, Pierre deixou o Olodum e montou o grupo Bom Balanço, que estourou no país graças aos hits ‘Juliana’ e ‘Entre na Roda’. A banda durou exatos seis anos até Pierre se juntar a Jauperi e formar o ‘Afrodisíaco’, que depois passou a se chamar ‘Vixe Mainha’. O grupo lhe rendeu os prêmios de melhor música do Carnaval em 2006, além de três prêmios no Troféu Dôdo e Osmar, no mesmo ano, incluindo melhor música para ‘Café com Pão’. Até que Jau desfez a dupla, após alguns desentendimentos.  Com a saída do cantor, Pierre comandou sozinho a banda por mais quatro anos.

Conversão

Mas foi em 2007 que Pierre Onássis deu um novo rumo na carreira. Após um encontro com Cristo, o cantor resolveu se tornar evangélico e usar a música para levar a palavra de Deus para todos os lugares. “Quase após 28 anos de trabalho, tive esse encontro com a igreja, que me deu um norte diferente de vida sobre a postura e a família. Esses conceitos foram renovados e restabelecidos. Minha atividade é voltada para o evangelismo e a pregacão da palavra. A atividade musical é a mesma que eu atuava, mas de maneira diferente, dentro de outro universo”, ressalta.

O primeiro CD lançado na carreira gospel foi em 2011, intitulado ‘Deus É Bom Demais’, com 13 faixas que inclui louvores, canções de reflexão e de adoração. O disco apresenta parcerias de Pierre com os compositores Paulo Lima e Davi Fernandes, na faixa ‘Que Amor é Esse?’, e Gene Ramos, na música que dá nome ao disco, “Deus é Bom Demais”.Aos 46 anos, casado e com três filhos, o cantor congrega na Igreja Batista Lírio dos Vales, em Salvador. Em 2013 gravou um álbum autoral, intitulado ‘Pescador de Almas’ e também lançou o primeiro DVD.


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Fonte: iBahia