Suspeito de estupro, ex-cantor da New Hit se recusa a falar em audiência

xIMAGEM_NOTICIA_5.jpg.pagespeed.ic.G_vB0s9fUhO depoimento do vocalista da extinta banda de pagode New Hit não passou dos cinco minutos em mais uma audiência que apura abuso sexual contra duas garotas, ocorrido há mais de um ano. A sessão ocorre na tarde desta terça-feira (17), em Ruy Barbosa, na Bahia.

O ex-cantor ratificou o depoimento prestado anteriormente na delegacia, quando alegou sua inocência, e usou do direito constitucional de permanecer em silêncio para não responder às perguntas da juíza Márcia Simões.

Até as 16h, a magistrada já tinha ouvido o produtor da banda, que falou por cerca de duas horas, e o dançarino, ouvido por cerca de duas horas e meia. A audiência retomou à tarde, após o perído de almoço, que foi realizado dentro do Fórum, e segue durante a tarde desta terça.

bux292siqaaq8ifAudiêcia
A audiência do caso New Hit deve ir desta terça até quinta-feira (19), no Fórum de Ruy Barbosa, cidade a 300 Km de Salvador. Os integrantes do grupo são suspeitos de estuprar duas adolescentes durante uma apresentação na cidade.

O policiamento para a realização do julgamento foi reforçado em Ruy Barbosa após os advogados de defesa alegarem insegurança na última sessão realizada no dia 3 de setembro. A juíza acatou a argumentação e suspendeu o processo, mas exigiu o aumento do efetivo policial.

Segundo o capitão Capinam da Polícia Militar, 18 homens fazem o policiamento na região do Fórum, enquanto outros 12 estão distribuídos pela cidade. O número é quase o dobro da quantidade de policiais que trabalharam no dia 3 de setembro, quando 16 homens foram às ruas. Os réus começaram a chegar ao Fórum por volta das 9h. Na entrada, mais uma vez os músicos passaram direto pela imprensa, mas seus advogados se mostraram otimistas e garantiram que os rapazes estão prontos para o interrogatório. A sessão foi aberta às 10h.

Presença de sêmen
Na primeira audiência realizada, os exames de DNA apresentados pela Promotoria indicaram presença de sêmen de 6 dos 10 integrantes da banda de pagode New Hit nas roupas das vítimas. “Segundo o DPT [Departamento de Polícia Técnica], foi confirmado o DNA de seis deles nas vestes delas. São peças diversas. Isso prova que foi mais de uma pessoa, corrobora com as versões das vítimas para o caso, de que elas foram violentadas por vários”, disse a promotora Marisa Jansen. Segundo ela, o fato do sêmen de seis dos suspeitos terem sido encontrados nas peças de roupas não exclui a participação dos outros quatro na ação contra as adolescentes.

A audiência do dia 3 ouviu uma testemunha de defesa, pela manhã, e interrogou um dos sócios da banda na época à tarde.

A Promotoria informa que o ex-sócio afirmou que a relação sexual foi consensual, como argumentado pela banda desde o início do processo.

As adolescentes apontadas como vítimas do abuso não foram ao fórum da cidade. Elas foram representadas por uma advogada do Centro de Defesa da Criança (Cedeca), Isabela da Costa Pinto, que afirmou esperar a condenação dos réus e destacou o quanto as meninas tiveram a vida abalada pela suposta agressão.

Fim do grupo
O empresário Jorge Sacramento anunciou na quarta-feira (11), através de nota oficial, o fim da banda New Hit.

“Quero me dedicar exclusivamente a um novo produto, e com tantos problemas agregados à banda não estava conseguindo focar as coisas. Como não sei trabalhar nada pela metade, para evitar interpretações erradas resolvi dar um ponto final ao projeto. Quem sabe um dia eu retomo com outra formação”, comentou o empresário Sacramento.

As informações são do G1/BA