Técnica em enfermagem grávida é estuprada por homem e adolescente no interior da Bahia

    estuproitatim_modo2_01Uma técnica em enfermagem, grávida de seis meses, foi estuprada por dois homens no interior da Bahia. A jovem de 27 anos estava a caminho do trabalho, no hospital do município de Itatim, localizado a 208 quilômetros de Salvador, quando os acusados assaltaram e violentaram a mulher. De acordo com o titular da Delegacia de Castro Alves, Adilson Bezerra, a vítima esperava por um ônibus em posto de gasolina da cidade de Santa Terezinha quando decidiu viajar em um ‘ligeirinho’ – uma espécie de transporte clandestino – para chegar mais cedo no trabalho.

    Cledson dos Santos Souza, 32 anos, dirigia o veículo acompanhado pelo filho, um adolescente de 16 anos. Durante o percurso, os acusados desviaram da rodovia e entraram em uma estrada rural, onde anunciaram o assalto e ameaçaram a técnica com uma peixeira.

    “Ela prontamente entregou o celular e toda a quantia de dinheiro que portava”, relata o delegado Bezerra. “Foi no momento que a vítima implorou para não ser morta porque estava grávida – ela chegou a mostrar a barriga de seis meses, que já está grandinha – que eles decidiram estuprá-la”.

    O adolescente passou para o banco de trás e começou a violentar a mulher, enquanto o pai dele a ameaçava com a peixeira. Com medo de perder o bebê, a técnica em enfermagem não resistiu.

    “Ela nos contou que permaneceu parada, e que só fazia chorar, porque estava com medo da criança morrer ou pior – de eles matassem o bebê caso ela tentasse lutar”, disse o titular. “Após o adolescente terminar, ele pegou a arma do pai, que também abusou da mulher. A vítima ainda foi abusada mais uma vez pelo rapaz, e nenhum dos homens usou preservativo”.

    Com o fim da violência, os acusados discutiram sobre como matar a técnica em enfermagem. “Só que ela, em uma atitude inteligente e corajosa, conseguiu convencê-los a não cometer o crime. Ela [a grávida] disse que não tomaria nenhuma atitude para denunciar o estupro, e ofereceu o endereço dela como garantia da sua promessa. No final, eles acreditaram nela e foram embora, abandonando-a na estrada de terra”.

    A jovem pegou uma carona para Itatim, onde procurou a Delegacia de Polícia Civil da região, em Castro Alves, e denunciou o crime. A vítima passou por um exame de corpo de delito que constatou o estupro, e foi medicada.

    “Há informações ainda não confirmadas de que o Cledson seria portador do HIV. Por conta disso, a grávida foi medicada com um coquetel que pode reduzir as chances dela contrair a doença, caso este fato fique comprovado. Ela deve fazer exames e também está sendo acompanhada por médicos, com o objetivo de garantir que ela não perca o bebê como resultado da violência”, afirmou.

    Após a denúncia, os acusados foram encontrados dentro de casa, no município de Santa Terezinha. Cledson foi preso em flagrante e o adolescente de 16 anos foi apreendido pela polícia. Junto com a dupla foi encontrado a arma utilizada durante o estupro para ameaçar a vítima. O celular da técnica, que já tinha sido vendido pelo pai e filho, conseguiu ser recuperado pelos agentes.

    “O Cledson confessou o crime friamente, em detalhes, e sem mostrar arrependimento em nenhum momento”, conta o delegado Adilson Bezerra. “Ele ainda ficou indignado porque a vítima tinha lhe dito que não iria procurar a polícia, mas acabou denunciando o caso”.

    O acusado estava em liberdade condicional após cumprir oito anos em um presídio da região, também pelo crime de estupro. Ele vai responder desta vez pelos crimes de roubo, estupro e corrupção de menores, porque o filho dele de 16 anos também participou da agressão. Ele está preso na carceragem de Santa Terezinha enquanto aguarda julgamento.

    Já o adolescente vai ser encaminhado nesta quinta-feira (29) para uma casa de acolhimento ao menor no município de Feira de Santana, onde deve permanecer por 45 anos. Ainda de acordo com a polícia, ele será posto em liberdade caso não seja julgado durante este período. Se for condenado, o rapaz pode cumprir uma pena de internação de até três anos.

    A técnica em enfermagem e a criança passam bem, e a moça está sendo acompanhada por psicólogos da região após o crime, que aconteceu nesta terça-feira (27). (As Informações são do Correio)