Vândalos apedrejam ônibus e destroem banco no centro de Salvador

banco_1Dois ônibus de transporte coletivo foram apedrejados durante um protesto marcado por vandalismo na tarde deste sábado (7), na Avenida Joana Angélica, no bairro de Nazaré, centro de Salvador. Houve confronto, corre-corre nas ruas e bombas foram disparadas. Janelas dos coletivos foram estilhaçadas. O trânsito ficou bloqueado na avenida e em outros pontos da região central da capital baiana.

Segundo informações do tenente-coronel Sérgio Baqueiro, da Polícia Militar, cerca de 20 manifestantes (a maioria menores de 18 anos) foram encaminhados a uma delegacia para averiguações. Eles foram conduzidos em um micro-ônibus militar.

Um jovem ficou ferido e foi amparado por policiais militares na Rua do Paraíso, na mesma região do centro.

Baqueiro afirmou que placas de sinalização e uma agência bancária foram depredadas no centro da cidade.

Na região da Praça da Piedade, quase em frente à sede da Polícia Civil, os manifestantes formaram uma barricada e destruíram equipamentos públicos. Um carro que estava estacionado na rua foi danificado.

onibus_1O apedrejamento de um dos ônibus aconteceu no trecho em frente à Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Lapa, na Avenida Joana Angélica. O veículo é da empresa Expresso Vitória, que faz as linhas Campo Grande-Piedade-Nazaré-Pero Vaz. O outro veículo que foi atingido na mesma avenida é da empresa Central.

Na Avenida Sete, uma das principais de Salvador, na região da Praça da Piedade, um ponto de ônibus foi destruído e estruturas de banheiros químicos foram espalhadas pelo meio da rua. Um salão de beleza que fica ao lado da Associação dos Delegados de Polícia do Estado da Bahia, na Rua Direita da Piedade, foi apedrejado.

Policiais militares fizeram abordagens a alguns manifestantes que usavam máscaras e moradores que estavam nas varandas das casas aplaudiram a intervenção da Polícia Militar.

O tenente-coronel Baqueiro afirmou ao G1 que diferente das outras manifestações que ocorreram nos últimos meses, a realizada neste sábado, pessoas foram às ruas com a intenção clara de depredar equipamentos públicos. Um grupo, segundo o tenente-coronel, tentou colocar fogo em um ônibus, e chegou a haver um princípio de incêndio no banco do motorista do coletivo, mas ninguém ficou ferido.

Grito dos Excluídos
Pouco depois do início do desfile cívico pelo 7 de Setembro em Salvador, que ocorreu de forma tranquila, grupos de diversas categorias e representações começaram a chegar à região do Campo Grande onde se concentraram para a realização de um protesto. Eles compõem o “Grito dos Excluídos”, manifestação popular composta por entidades, grupos religiosos e movimentos sociais, que desfila há 19 anos.

Os manifestantes seguiram juntos até a Praça Castro Alves. De lá, algumas pessoas foram caminhando até a frente da Prefeitura de Salvador e a Câmara de Vereadores. Com cartazes e palavras de ordem, eles agiram de forma pacífica e se dispersaram em pouco tempo. O grupo que foi até a Praça Municipal reuniu cerca de 50 pessoas, entre representantes do Movimento Passe Livre e Movimento Sem Teto. Poucos policiais militares acompanharam o ato, mas não precisaram intervir.

Manhã tranquila
Mesmo com a chuva forte que caiu na capital baiana na manhã deste sábado desde cedo já havia concentração de militares e populares na região do Campo Grande, centro da cidade.

Autoridades como o governador Jaques Wagner e o prefeito ACM Neto participaram do hasteamento da bandeira, que antecedeu o desfile cívico-militar, que seguiu pela Avenida Sete de Setembro. O trânsito foi interrompido na região.

Um grupo de policiais federais compareceu à região do Campo Grande para lembrar as reivindicações da categoria, que paralisou as atividades na quinta-feira (5) em todo o estado. Os profissionais dizem que o ato tem por objetivo chamar a atenção para as condições de trabalho da categoria e necessidade de reforço na quantidade de policiais.

As informações são do G1/BA