Vitória bate Ponte Preta fora de casa e cola no G4 do Brasileirão

xIMAGEM_NOTICIA_5.jpg.pagespeed.ic.BTT9wazFpYA empolgação da Ponte Preta com a classificação histórica às semifinais da Sul-Americana sofreu um duro golpe na tarde deste domingo. Com um primeiro tempo irreparável, o Vitória fez 3 a 0 no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, ganhou força na briga pela Libertadores e freou a recuperação alvinegra na luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Renato Cajá, Ayrton e Dinei, todos antes do intervalo, fizeram os baianos colar no G-4 e deixaram a Macaca ainda mais ameaçada pela degola.

Vitória passeia no primeiro tempo

O calor em Campinas, com os termômetros marcando 32ºC, e a presença em massa do público transformou o Majestoso em um verdadeiro caldeirão. Caldeirão que empolgou a Ponte no início do primeiro tempo, mas não intimidou o Vitória. Depois de suportar bem o ímpeto alvinegro, os visitantes deram as cartas no restante da etapa.

É bem verdade que, apesar de tomar a iniciativa, a Ponte não pressionou Wilson. Os primeiros lances de perigo foram do Vitória, em dois chutes de longe de Ayrton. Aos sete minutos, acertou o travessão em cobrança de falta. Na sequência, soltou a bomba e deu trabalho para Roberto defender em dois tempos.

A atuação segura do Vitória foi diminuindo a empolgação da torcida da Ponte. Coube a um ex-atleta da Macaca jogar o balde de água fria. Aos 18 minutos, Renato Cajá apareceu sozinho na pequena área e completou, de barriga, cruzamento de Tarracha. O gol abalou a confiança da Ponte e abriu espaços para os baianos aumentarem a vantagem.

Depois de assustar duas vezes, Ayrton, enfim, encontrou o caminho das redes. Em uma jogada que começou na esquerda e terminou na direita, com o Vitória envolvendo a defesa alvinegra com toques rápidos, o lateral-direito concluiu com perfeição, por cobertura. Jorginho ainda tentou mudar o cenário com Elias no lugar de Chiquinho, mas não adiantou.

Uma mudança tática de Ney Franco complicou ainda mais a vida da Macaca. Com Marcelo amarelado, o técnico tirou o volante, mas, em vez de colocar um outro jogador de marcação, mandou a campo o atacante William Henrique, aumentando ainda mais a velocidade do ataque rubro-negro.

Com William Henrique e Marquinhos, os contra-ataques ficaram ainda mais perigosos. Em um deles, o time encaminhou ainda mais o resultado. Marquinhos avançou desde o centro do gramado, partiu para cima de César e bateu cruzado. Roberto ainda se esticou todo e conseguiu espalmar, mas a bola sobrou para Dinei empurrar para as redes, aos 42 minutos.

Tudo na mesma

A missão praticamente impossível obrigou a Ponte a ir para o tudo ou nada no começo do segundo tempo. Um chute de William cara a cara com Wilson, aos sete minutos, foi o último fio de esperança alvinegra, mas o goleiro evitou o início de qualquer tentativa de reação. A marcação adiantada do Vitória também atrapalhava a criação das jogadas ofensivas da Ponte.

Com a bola nos pés, o Vitória não diminuiu o ritmo e mostrava a mesma consciência do primeiro tempo. Renato Cajá continuava um maestro e colocava Marquinhos e William Henrique para correr sempre que tinha um contra-ataque à disposição. O Vitória poderia ater ter terminado com um placar mais elástico, porém, não mostrou a eficiência da etapa inicial.

O tempo foi passando, e a torcida da Ponte entregou os pontos. A 10 minutos do fim, muita gente já deixava as arquibancadas. No campo, os jogadores ainda tentavam ao menos descontar, mas encontrava dificuldade para passar pela marcação rubro-negra. O resultado já estava definido desde o intervalo. O placar também ficou na mesma.

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