Acusação de desvio de dinheiro gera grave crise na alta cúpula do Timão

16082345Um ex-gerente das categorias de base do Corinthians e um conselheiro são acusados de desviar dinheiro do clube em negociações envolvendo jogadores.

Fábio Barrozo, que se demitiu em 13 de abril, e Manoel Ramos Evangelista, que carrega o apelido de Mané da Carne, são os pivôs de um problema que já virou crise dentro do Parque São Jorge.

Ambos são conhecidos pela estreita relação que mantêm com o ex-presidente e superintendente de futebol, Andrés Sanchez.

A história começou no ano passado e chegou ao presidente Roberto de Andrade há cerca de 15 dias, o que provocou o pedido de demissão de Barrozo.

A diretoria alvinegra, por meio do departamento jurídico, confirma o episódio, mas diz que é vítima de toda a situação, que não sabia e que não autorizou as ações da dupla.

O valor envolvido nas negociações é de US$ 110 mil.
Trocas de mensagens mostradas ao presidente corintiano ajudam a explicar parte do imbróglio.Procurado, Barrozo nega que tenha recebido dinheiro por fora e nega que tenha agido de forma inadequada na situação. Nega ainda que tenha pedido demissão por esse motivo. Mané da Carne não atendeu às ligações da reportagem.

A Folha também teve acesso às conversas. Algumas seguem uma ordem cronológica, outras estão embaralhadas. Todas, porém, revelam algo. Há pedidos por parte de Barrozo para que os assuntos não sejam repassados a pessoas próximas de Roberto de Andrade.

Barrozo, ex-gerente da base, e Mané da Carne, conselheiro, são acusados de ter enganado um empresário que mora nos Estados Unidos chamado Helmut Niki Apaza ao venderem duas coisas: uma carta que dava o direito de Apaza representar o clube brasileiro em negociações nos EUA e uma porcentagem de um jogador da base (Alyson José da Motta).

Nenhuma das duas coisas, porém, tinha validade, o que fez o empresário acionar o alvinegro para ser reembolsado.

Segundo a versão do Corinthians, foi assim que a diretoria tomou conhecimento do caso.

Com informações da Folha