Assim como no interior, Embasa também deixa moradores da capital sem água

    650x375_1321566Não são apenas os baianos do interior que sofrem com as constantes faltas de água, os moradores da capital também passam pela mesma situação. Até as desculpas dada pela Embasa são as mesmas. Veja:

    Três dias após o conserto do vazamento de uma adutora da Barragem de Pedra do Cavalo, que resultou na suspensão do abastecimento de água em 88 bairros de Salvador, moradores de diversos pontos da capital ainda sofrem com a falta de água.

    A TARDE esteve nesta sexta-feira, 26, nos bairros de Colina de Pituaçu, Fazenda Grande I e II, Cajazeiras 8 e 11 e Boca da Mata e moradores informaram que o fornecimento está suspenso desde o último sábado, 20.

    Em nota, a Embasa informou que o abastecimento de água foi normalizado em grande parte dos bairros de Salvador afetados pela manutenção emergencial, realizada na última terça-feira.

    A empresa esclareceu que “o retorno do  fornecimento é mais demorado em regiões consideradas críticas, ou seja, de ocupação irregular intensa e topografia elevada”.

    Dificuldades – Em Colinas de Pituaçu, muitos moradores estão aproveitando a água da chuva para abastecer as casas, como é o caso da autônoma Valnísia Matos, 53 anos. “Estamos usando água da chuva para tudo, menos para beber e cozinhar. De noite, vamos para casa de parentes para tomar banho”, disse ela.

    O motorista Raimundo Nonato, 53, contou que no condomínio  onde mora, os moradores estão comprando água para suprir suas necessidades: “Gastamos cerca de R$ 200 semanais”.

    A situação é ainda mais delicada no bairro de Cajazeiras 8, onde necessidades básicas de moradores estão sendo comprometidas. “Tomamos banho numa bacia e aproveitamos a água para jogar no sanitário”, contou a autônoma Lícia Oliveira, 65.

    No bairro de Boca da Mata, moradores informaram que o abastecimento estava suspenso desde o dia 19 e voltou na última quinta-feira, ainda de maneira irregular. “Gastamos R$ 12 a cada três dias para comprar água para beber e cozinhar. Isso é muito para quem se sustenta com salário mínimo”, reclamou a dona de casa Ruteléia Oliveira.

    Com informações e Foto do A Tarde Online