Chimarrão, timidez, Tite… Marquinhos Gabriel está em casa no Timão

a3018f101079Acostumado a dribles, boas jogadas e belos gols desde que estreou pelo Corinthians, há um mês, Marquinhos Gabriel já está em casa. A fala mansa e o olhar tímido, porém, contrastam com o jogador que entra em campo e não tem medo de divididas. Ele é titular incontestável da equipe na partida deste sábado contra o Coritiba, às 20h30 (de Brasília), em Itaquera.

Aos 25 anos, mas com maturidade de quem rodou o Brasil e o mundo, Marquinhos nunca se adaptou com tanta rapidez a um clube como fez no Corinthians. A timidez que o atrapalhou no passado virou trunfo: na base da observação, sem falar muito, ele assimilou os pedidos de Tite e se tornou um dos jogadores mais perigosos da equipe assim que pisou no gramado.

– Eu sou muito observador. Nos treinos, eu não converso muito, mas gosto de observar todos os detalhes para aperfeiçoar meu trabalho. Gosto mais de ouvir, mesmo. Minha adaptação aqui está sendo muito rápida, tem me surpreendido nessa parte. Nas outras equipes demorei um pouco mais para me entrosar. Estou muito satisfeito – comemorou o meia.

Este é um lado que o corintiano ainda não conhece a respeito do novo candidato a ídolo. Gaúcho de Selbach, cidade no interior do Rio Grande do Sul, Marquinhos Gabriel não tem nada de marra. Gosta de ficar em casa, tomar um chimarrão, jogar videogame e curtir a presença da noiva, Diana – a quem chama de esposa por causa dos cinco anos de união.

Para diversão dos amigos, gosta também de deixar os cabelos cuidadosamente arrumados. E nem tente uma foto quando a cabeleira não está do jeito que ele quer…

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– Apesar de meus amigos me incomodarem com isso, gosto de arrumar o cabelo, sim, demoro para caramba, às vezes até mais do que minha esposa. Eu passo um laquê, agora aprendi, dou uma mexida para ele ficar enrolado. Meus amigos que não me incomodem por isso (risos) – brincou.

É possível entender melhor os motivos da rápida adaptação do meia. Um deles é Tite, que o conhece de longa data. Foi o técnico quem lhe promoveu à equipe profissional do Internacional, em 2009. A estreia com gol e o papo do comandante eram o prenúncio de uma carreira de sucesso. (Globoesporte.com)