Cidade do interior se isola por conta própria e bloqueia entrada

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BRASÍLIA — Sem nenhum registro de caso do novo coronavírus, o município de São Tiago, no sul de Minas Gerais, fechou neste sábado as duas estradas secundárias com um “monte de terra” para controlar quem entra na cidade.

Foram utilizados dois caminhões de terra. O fluxo é monitorado agora 24h por dia pela entrada principal através de uma parada obrigatória. Quem não estiver a caminho da casa de parentes é orientado a voltar. A medida visa evitar a transmissão da Covid-19, segundo autoridades locais.

Bloqueios e tenda foram instaladas na entrada principal da cidade de São Tiago (MG), a 200 quilômetros da capital, Belo Horizonte Foto: Divulgação
Bloqueios e tenda foram instaladas na entrada principal da cidade de São Tiago (MG), a 200 quilômetros da capital, Belo Horizonte Foto: Divulgação

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Conhecido como a “Terra do Café com Biscoito”, o município tem cerca de 11 mil habitantes, sendo 2 mil em área rural, e está localizado a pouco menos de 200 quilômetros de Belo Horizonte. A capital mineira já registra transmissão comunitária do coronavírus, ou seja, quando não é possível mais relacionar casos confirmados.

O controle é justificado como uma precaução devido ao aumento no número de pessoas que chegam principalmente da capital do estado. Inicialmente, havia uma proposta para fechar os acessos com arame farpado, mas a ideia foi descartada para evitar acidentes, sendo também mais fácil de ser burlada. No seu lugar, entraram montes de terra despejados nas estradas.

Estradas de terra foram bloqueadas com terra em diferentes acessos da cidade Foto: Divulgação
Estradas de terra foram bloqueadas com terra em diferentes acessos da cidade Foto: Divulgação

Segundo o prefeito Denilson Reis (PSDB), há muitos casos de pessoas que moram em Belo Horizonte indo para o interior. Uma tenda foi montada na entrada principal e quem chega precisa preencher um questionário com diversas informações como nome, cidade de onde vem, contato da casa de quem ficará hospedado e eventuais sintomas como gripe, febre e falta de ar. A proposta é fazer um monitoramento sanitário rígido.

Fonte: O Globo