EDITORIAL ANO I NUMERO 44 – Esquerda → BRASIL ← Direita

EDITORIAL ANO I NUMERO 44 – Esquerda → BRASIL ← Direita

Ao aproximar-se o ano das eleições (2018), acentua-se a motivação na tentativa de identificar as tendências político-partidárias-ideológicas daqueles que se interessam por participar do pleito, com ênfase muito maior quando se trata das eleições para o futuro Presidente da República. Ainda que seja muito importante um mínimo de conhecimento da ideologia dos pretendentes ao cargo maior da República brasileira, num contexto mais abrangente, parece muito evidente que ao povo hoje esse detalhe pouco importa, visto que são graves os seus problemas mais fundamentais ligados às questões básicas de sobrevivência, educação, segurança e saúde pública, além da expectativa natural de que esse comando nacional a ser escolhido esteja imbuído dos melhores propósitos de integridade e honestidade, coisa rara de se encontrar no meio deles nos últimos tempos…

O radicalismo político insano, seja de qual ideologia for, não trará qualquer contribuição positiva ao país, visto que historicamente os fatos aí estão para comprovar. Optaria pela variável mais representativa para superar o impasse atual, que seria priorizar a Pátria Amada como o CENTRO de todo o processo seletivo de escolha pelo eleitor, desprezando os sectarismos de ESQUERDA ou DIREITA que nada constroem em benefício do bem-estar da sociedade ou da PÁTRIA, mas simbolizam o apanágio daqueles que querem o exercício do poder ainda que pela força, mesmo que para isso, às vezes, possam ultrapassar as raias das lutas fratricidas e, sinceramente, tomara que isso não venha a acontecer por aqui.

Esse contexto em que me coloco, certamente que não passa de um sonho sonhado! Estamos convivendo com um momento político conturbado, em que a falta de segurança urbana e a tentativa de disseminar a anarquia no campo com a invasão criminosa de propriedades produtivas – caso de Correntina, no oeste baiano -, podem oferecer a substância desejada por alguns para alimentar as suas teses e discursos, tanto voltados para o populismo inconsequente, como para a imposição da ordem a qualquer preço. Como resultado, assiste-se a um verdadeiro leilão tentando vender à população os nomes improvisados de novos líderes “Salvadores da Pátria”, como se fosse possível a construção da imagem de um Estadista num passe de mágica. E esse desespero põe em risco a própria democracia brasileira.

Parece folclórico, para não dizer quase hilário, que um país com uma crise institucional sem precedentes em sua história, de repente tenha disponível uma safra de 13 possíveis candidatos à Presidência da República! Vixe… 13?!

Apenas para sugerir ao leitor que comece a sua reflexão avaliativa sobre o perfil de cada qual deles, vou lembrar os nomes ora na mídia, sem qualquer ordem de preferência: Cristóvão Buarque, Álvaro Dias, Marina, Ciro Gomes, Lula, Bolsonaro, Doria, Alckmin, Eduardo Jorge, Meireles, Luciano Huck, Joaquim Barbosa, Rodrigo Maia, etc. Alguns são clientes de uma certa “Operação Lava Jato”, outros não tem qualquer cacife para tal cargo, outros mais não passam de balão de ensaio para testar as reações da sociedade, ou até mesmo negociar espaços nas chapas mais palatáveis, eleitoralmente falando.

Mesmo diante da complexidade que envolve o processo de escolha de um candidato à Presidência da República, dificuldade que respeito e reconheço, o eleitor precisa restringir o seu universo de análise aos valores morais, caráter ilibado e capacidade de governar pensando no BRASIL e nos brasileiros, e nunca no seu apego ideológico-partidário.

Assim, se o Congresso Nacional não promoveu as reformas políticas imprescindíveis, cabe ao eleitor fazer a sua própria leitura do cenário pretendido para um novo BRASIL, expurgando os integrantes da Esquerda e da Direita, em busca de nomes independentes e não comprometidos com a esbórnia que vem se sucedendo no poder há anos. Vale sonhar!

A ideia dessa crônica é claramente lembrar que já estamos no caminho das Eleições 2018, e uma eleição é coisa muito séria. Então, precisamos sonhar com os olhos bem abertos para o que mais importa, ou seja, um futuro melhor para todos nós. Afinal, merecemos!

 

 

 

 

 

AUTOR: Adm. Agenor Santos, Pós-Graduação Lato Sensu em Controle, Monitoramento e Avaliação no Setor Público (Teresina-PI).

 

CONTRIBUIÇÃO DO:Blog do Florisvaldo – Informação Com Imparcialidade – 19/11/2017

Comentários

4 Comments on EDITORIAL ANO I NUMERO 44 – Esquerda → BRASIL ← Direita

  1. Caro Agenor, bom dia!

    Parabéns pelo excelente desta semana, que é o editorial do Blog do Florisvaldo.

    Um alerta que serve muito bem para todos os eleitores, desde aqueles menos informados, bem mais ainda para os formadores de opinião.

    Realmente 2018 vem aí e, como disse você “precisamos sonhar com os olhos bem abertos para o que mais importa, ou seja, um futuro melhor para todos nós”.

    Não queremos que se repita, ou simplesmente sonhar com aquilo que estamos presenciando e vivenciando nos últimos anos.

    Florisvaldo F dos Santos

  2. FLÁVIO MENDONÇA.’. // 19 de novembro de 2017 em 23:25 // Responder

    Você agora tocou num assunto que faz a gente lembrar da ILUSÃO DAS CAMPANHAS POLÍTICAS – O homem, antes de qualquer outra qualidade para ingressar na política deve conhecer pelo menos um pouco dessa ciência e ter paixão por essa arte. Muitos dos que ensinam suas corretas teorias sobre política não são capazes, na prática, de aplicá-las com eficiência.

    Enquanto outros, sem conhecer doutrinas, ingressam na arte da política, tornam-se líderes vitoriosos, poderosos, mesmo que, na essência de seus caracteres, maculem as regras da ética e da moral, como exemplo de candidatos, inclusive, que já foram senadores e presidente, até hoje, envolvidos com improbidades administrativas ou seus Ministros, enfim, seus aliados, indicados, continuam afirmando que não SABEM DE NADA. Será necessário pedir a DEUS, QUE DESTA VEZ O POVO ACERTE A MUDAR O DESTINO DO NOSSO PAÍS. (Manaus-AM).

  3. O cenário político está confuso, mas não podemos deixar de analisar todo uma situação criada neste país com o abuso do impeachment de Dilma Rousseff. A falsa promessa de que tirando Dilma o país entraria nos eixos foi para o espaço. O que está ocorrendo é a perda de direitos dos trabalhadores, e a entrega do país por um grupo de golpistas, apoiado pela mídia patronal e uma parcela do judiciário. Não podemos em nome do antipetismo ignorar os avanços conquistados pelo Brasil até a preparação do golpe.

  4. Eden Lopes Feldman // 20 de novembro de 2017 em 08:12 // Responder

    Esta crônica nos mostra de forma conclusiva que estamos sempre a beira da tragédia política. Pois parece que não existe mais o novo, mas existe a manutenção do arcaico. E o paralelo que você nos traz, Agenor, demonstrando que o radicalismo ideológico está presente em praticamente todas as candidaturas, nos angústia sobre a possibilidade de um Brasil ressurgir politicamente das urnas. Parece que isto está muito distante. Como um sonho que dificilmente se concretizará. Pois o pesadelo está cada vez mais realista. FOZ DO IGUAÇU

    COLABORAÇÃO  E COMPLEMENTOS DE:

    José Deusimar Loiola Gonçalves-
    Técnico em Agropecuária(Assistente Técnico em Desenvolvimento Rural-FLEM-BAHIATER); Graduado em Administração de Médias e Pequenas Empresas ; Licenciado em Biologia e Pós Graduado Em Gestão e Educação Ambiental(Apicultor e Meliponicultor).
    Fones de contato: 75- 99998-0025( Vivo-Wast App); 75- 99131-0784(Tim-Wast App).

     

1 Comentário on EDITORIAL ANO I NUMERO 44 – Esquerda → BRASIL ← Direita

  1. PROF. ROBERTO DANTAS // 20 de novembro de 2017 em 20:44 // Responder

    Respeito muito o seu posicionamento e, da mesma maneira, concordo com a gravidade do quadro político-social que nos acomete até de modo já dramático. Creio, no entanto, que ainda demandará tempo para a melhoria desse quadro, pois que muitos ainda são os descaminhos e desestímulos; que há de se ter inteligência e sensibilidade para corrigir/debelar novos erros e embromações que se ainda se dão e se darão, infelizmente, nos bastidores insanos do cenário político nacional. Enfim, ainda nos custará bastante para que a população brasileira venha a bem discernir, com sabedoria e imune à velhaca politicagem (jamais o termo aqui deve ser política, pois da boa política é que necessitamos!) do “toma lá dá cá”, tão presente nesta nossa ainda notívaga democracia, e consequentemente saber bem escolher os nossos representantes para os diversos níveis dos Poderes Executivo e Legislativo.E hoje, também, risos!, para cotidianamente acompanhar/fiscalizar as posturas e decisões do homens que usam as suas imponentes togas!

    Assim, tenho repetido por onde ando, talvez até como único recurso ou último fio de esperança: educação será a superação! Os nossos irmãos adeptos do Kardecismo – aos quais, também, devoto meu respeito – costumam disseminar a bela máxima de Jesus Cristo, que assevera: “sem caridade não há salvação”. Modifico um pouco esta valiosa máxima e a direciono para os sinuosos caminhos da nossa política: “sem educação não haverá salvação”. E, desde já, sobretudo para que não deturpem essas minhas breves reflexões, alerto para a desnecessidade, para o perigo dessa mentira ultimamente tão propagada de que é de um “Salvador da Pátria” que carecemos! Isso jamais! Daí, logo de cara, estão fora de qualquer aceitação, ao menos para este humilde historiador que aqui escreve, os “Dórias”, “Bolsonaros” e “Hucks” da vida…Precisamos, sim, é de educação básica, continuada, de qualidade e socialmente referenciada. Imperativas, na real, são a consciência política, a postura ética, a inegociável honestidade e o trabalho continuado no que respeita à política e, como de resto, para o trato da chamada coisa pública! (Salvador-BA).

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