EDITORIAL ANO II NUMERO 81 – ESQUERDA → DIREITA → VOLVER!

779

EDITORIAL ANO II NUMERO 81 – ESQUERDA → DIREITA → VOLVER!

Até compreendo o quão é difícil para aqueles que têm posições um pouco ou muito radicais, em admitir posicionamentos contrários aos seus pensamentos políticos. Mas, para a convivência harmoniosa num regime democrático é preciso aprender a conviver com as divergências, e sem os confrontos irracionais. É incompreensível, e até mesmo incoerente, que tanto se reivindique o direito à liberdade e, contrariamente, alguém seja partidário de governos ditatoriais e absolutistas, sejam eles de esquerda ou de direita. Considerando que pelo menos na teoria a esquerda tem uma certa vocação para reclamar o exercício desse salutar direito democrático de poder se manifestar livremente, na prática, todavia, não é o que se tem testemunhado ao longo da história nos países onde o comunismo ou o socialismo imperaram, invariavelmente sob a tutela da violência, da repressão e da supressão dos direitos individuais. E quem não concorda, não diverge de mim e sim da história.

Igualmente é difícil de se conceber onde está a razoabilidade de um projeto político cujas ações se inspiram na violência exacerbada, onde uma militância de esquerda tem as suas ações marcadas pelo radicalismo que transcende os limites da ordem. Lutar pela conquista de direitos sociais pressupõe o respeito aos direitos de terceiros e aos limites da ordem e preceitos estabelecidos para essa mesma sociedade. O mérito dessa luta está na conquista legal das condições favoráveis ao desenvolvimento social do cidadão e no fortalecimento das instituições, e não no desrespeito desenfreado e na destruição descontrolada do patrimônio privado e público, como sempre acontece. Diga-se de passagem, sob o olhar beneplácito de uma maioria que deveria se levantar e reagir.

Geralmente nas manifestações públicas não se prioriza a força do argumento, mas, sim, o argumento da força. Daí é que o resultado de tudo isso encontra explicação nas consequências definidas na terceira lei de Newton, quando afirmou que: “Toda ação provoca uma reação de igual ou maior intensidade, mesma direção e em sentido contrário”. Melhor seria que se desse ouvido ao conselho deixado pelo Arcebispo Anglicano Desmond Tutu, grande baluarte nas lutas contra o apartheid na África do Sul: “NÃO LEVANTE A VOZ; MELHORE OS SEUS ARGUMENTOS”.

Em alguns países que tiveram a dominação do regime comunista ou a ascendência do pensamento político de esquerda, não houve qualquer contemporização com a influência de elementos democráticos em nenhuma dimensão. Um forte exemplo disso é Cuba, onde se estima que 8.190 cubanos perderam a vida, sendo que 5.775 foram fuzilados por se oporem ao ditador Fidel Castro, que exerceu o poder de 1959 a 2008, ou seja, por 49 anos! Como achou pouco o tempo, passou o governo para o irmão Raul Castro!

Em nações como a Rússia de hoje existe a prática do “regime híbrido”, em que a oposição é sufocada e não tem voz, o poder do Partido Comunista é único e as eleições são claramente manipuladas, servindo como um mero disfarce para o resto do mundo, visto que o Presidente se reelege sempre sem qualquer lisura no processo eleitoral. O Vladimir Putin se elegeu em 1999 e já vai no quarto mandato até 2024. Como é jovem, deve se eternizar no poder por muitos anos! A Venezuela está uma nação semidestruída pela sanha personalista do falecido Hugo Chávez, e agora pelo aprendiz de ditador, o arrogante afilhado Nicolás Maduro. Outros países latinos não são diferentes, onde disfarçam uma prática democrática como as eleições, mas vence sempre o partido autoritário dominante. Não pensem que as ditaduras de direita sejam diferentes, porque todos eles são cegados pela incontrolável sedução do poder.

Mas, todo esse enfoque serve para ilustrar o quanto é difícil implantar o regime e conviver com as práticas democráticas num país.  De acordo com alguns filósofos e pensadores do século XVIII, “a democracia é o direito do povo de escolher e controlar o governo de uma nação”. É de se lamentar que no Brasil esse conceito de democracia é apenas relativo, uma vez que o povo até elege o governante, mas o controle da gestão fraudulenta e corrompida, passa a ser um sonho irrealizável! Daí a ilustração encerrar uma verdade: DIREITA → ESQUERDA → ESQUERDA → DIREITA → AO CENTRO VOLVER E NADA RESOLVER! E, como podemos ver, todos juntos e misturados por uma única causa: O PODER!

 

 

 

 

 

Autor: Adm. Agenor Santos, Pós-Graduação Lato Sensu em Controle, Monitoramento e Avaliação no Setor Público – Aposentado do Banco do Brasil – Salvador – BA.

Contribuição do:Blog do Florisvaldo – Informação Com Imparcialidade – 08/07/2018

COLABORAÇÃO E COMPLEMENTOS DE:

José Deusimar Loiola Gonçalves-

Técnico em Agropecuária(Assistente Técnico de Desenvolvimento Rural-FLEM-BAHIATER-Governo do Estado); Graduado em Administração de Médias e Pequenas Empresas ; Licenciado em Biologia ; Pós Graduado Em Gestão  Educação Ambiental e Acadêmico da UNITAU-EAD- Polo de Tucano – Curso Superior de Tecnologia em Apicultura e Meliponicultura.
Fones de contato: 75- 99998-0025( Vivo-Wast App); 75- 99131-0784(Tim).

 

Comentários

1 Comentário on EDITORIAL ANO II NUMERO 81 – ESQUERDA → DIREITA → VOLVER!

  1. Eden Lopes Feldman // 8 de julho de 2018 em 09:43 // Responder

    Agenor, esta sua crônica provoca uma sensação de impotência diante do absurdo quadro político brasileiro. E ainda acrescentaria que temos uma “constituição” que apenas preconiza direitos, esquecendo que deveres são pré-condição para o estabelecimento de uma nação justa. Assim, ao ler este brilhante texto, sinto uma angústia pelo rol de candidatos não apresentar políticos que poderiam ser chamados de estadistas. Ao contrário, são oportunistas blindados por verbas públicas e interesses que dominam um estado que criou uma elite pública que apenas se interessa nos seus benefícios. E apoiada por aqueles que ficam no aguardo das migalhas de um estado ineficiente, corrupto e recheado de benefícios aos seus participantes. Estes, sim, os verdadeiros beneficiários desta verdadeira farra com os recursos públicos. FOZ DO IGUAÇU-PR