Entidades militares se mostram insatisfeitas com propostas do governo e greve da PM pode ocorrer a qualquer momento

Jaques_Wagner_Mauricio_Barbosa_Alfredo_CastroO governador Jaques Wagner apresentou ontem (10) propostas de restruturação da Polícia Militar e Bombeiros Militares. De acordo com o texto apresentado para as entidades representativas, o governo destacou o novo processo de promoção de praças e oficiais; emancipação do Corpo de Bombeiros; Código de Ética; aposentadoria especial para as policiais militares femininas; criação de novas unidades na PM e no Corpo de Bombeiros, mas outros pontos que deixaram de ser atendidos ascende o sinal vermelho da tropa.

Por meio de nota conjunta, as entidades representativas da categoria  se mostraram decepcionadas com os pontos que deixaram de ser atendidos e elencou o lado positivo.

PONTOS NEGATIVOS:

1. Infelizmente o governo não apresentou a proposta sobre remuneração;
2. A lei continua sendo desrespeitada em relação aos policiais e bombeiros militares inativos e viúvas, no que se refere a paridade salarial entre ativa e reserva;
3. O art. 47 da Constituição Estadual que estabelece isonomia entre as carreiras do sistema de Segurança Pública não está sendo respeitado;
4. As vagas criadas para dar fluidez à carreira dos oficiais e praças não são suficientes para atingir os objetivos propostos pelas associações;
5. Aumento do interstício do posto de Ten de 04(quatro) para 05(cinco) anos;
6. Quadro Especial de Oficial (atual QOAPM), para Sgt e ST da forma proposta, não atende aos anseios da tropa;
7. Suspensão por até 90(noventa) dias. (É muito tempo para deixar um trabalhador sem salário).

PONTOS POSITIVOS:

1. Independência e emancipação do Corpo de Bombeiros;
2. Reserva remunerada aos 25 anos para as militares estaduais e policiais civis, (não ficou explicitado se contará o “posto imediato” e a contagem em dobro da licença premio não gozada);
3. Fim do curso de formação de cabo;
4. Fim da penalidade de cerceamento da liberdade.

Mesmo após apresentação oficial para a imprensa na manhã desta sexta-feira (11), governo e representantes das entidades seguem reunidos na sede da Secretaria de Segurança Pública, para mais uma rodada de debates. A expectativa é que desse encontra saia o resultado oficial para uma possível paralisação dos militares.

Próxima terça-feira (15) está agendada assembleia geral da categoria para apresentação oficial dos pontos cedidos pelo governo. Na oportunidade os militares irão manter o posicionamento sobre diálogos, ou rejeição.

Instituído pelo Governador Jaques Wagner, e presidido pelo secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, o grupo que atuou no desenvolvimento dos pontos foi composto por representantes das associações de policiais militares e bombeiros, da Polícia Militar, da Casa Civil, da Secretaria da Administração, da Procuradoria Geral do Estado e da Assembleia Legislativa da Bahia.