Feira de Santana: Policiais doam meia tonelada de alimentos para centro de recuperação

yyAlunos do 1º Beic- Batalhão de Ensino, Estudos e Capacitação, da Polícia Militar, sob o comando do tenente coronel Geraldo, realizaram uma campanha de arrecadação de donativos como forma de reavivar o espírito natalino. Foram arrecadados 500 quilos de alimentos, que foram doados ao Centro de Recuperação Gêneses, situado no bairro Papagaio, em Feira de Santana.

“A primeira e a segunda companhia deram contribuição, o batalhão, de modo geral, se empenhou e graças a Deus conseguimos essa arrecadação. E realizamos esse encontro”, afirmou o tenente Antônio Rosa.

De acordo com o pastor Elivelton Ferreira, o centro acolhe atualmente 58 internos do sexo masculino, sem custo nenhum, mas tem capacidade para 65. Ele afirma que o local sobrevive de doações e da parceria com alguns empresários.

“Nós temos aqui também um depósito com roupas, lençol, coisas que a gente arrecada durante o tempo e quando a pessoa chega passamos pra ela e a conduzimos para o local de dormir. Temos uma parceria com alguns empresários que nos fornecem mensalmente um valor em alimento e toda segunda, quarta e sexta a gente recolhe frutas e verduras que não estão boas para a clientela deles, mas que servem pra gente. Alguns familiares dos internos também contribuem com algum valor, de forma espontânea”, contou o pastor.

Ele informa ainda que o local conta com uma assistente social, que conversa com os internos e os encaminha para tirar documentos. “Trabalhamos com o interno por seis meses e depois desse período a gente encaminha para ter contato com a família, ou então começar a trabalhar. Se ele se mantiver firme depois de nove meses ele é reintegrado à família e à sociedade”, informou, acrescentando que os interessados em ajudar o local podem entrar em contato através dos telefones 75.9 9189-8763; 9 8155-7393 e 9 8854-4674.

Um dos internos atendidos pelo centro de recuperação, Joilson, de 37 anos, revelou que chegou ao fundo do poço depois que se envolveu com o álcool, a maconha e o crack. “Hoje eu tenho pessoas que me dão uma estrutura para conhecer novos caminhos. Quando eu usava o álcool e maconha ainda tinha forças para trabalhar, mas a partir do momento que conheci o crack meus sonhos foram interrompidos”, contou.

Joilson conta que, para sustentar o vício, manipulava irmãos, patrões, clientes, mentia para adquirir dinheiro e usar a droga. “Não cheguei a furtar, mas se demorasse mais com certeza eu faria isso. Vi muitas pessoas fazendo. Antes eu era um homem irresponsável, não tinha compromisso com a família, não respeitava e nem obedecia às pessoas que queriam me ajudar. Eu refleti e vi que estava seguindo os passos de derrota na minha vida. Só Jesus para me ajudar”, lembrou.

Ed Santos/Acorda Cidade