DIA NACIONAL DA CAATINGA

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No dia 28 de abril comemora-se o Dia Nacional da Caatinga, o bioma exclusivamente brasileiro, ou seja, não é encontrada em nenhum outro lugar do mundo além do Nordeste do Brasil. A data homenageia o professor João Vasconcelos Sobrinho (1908-1989), pioneiro na área de estudos ambientais no Brasil.

A palavra Caatinga tem origem do tupi-guarani e significa “mata branca”. “Corresponde a 10% do território brasileiro, sendo um bioma exclusivamente nacional. Suas principais características são as altas temperaturas (24 a 26° C), o baixo índice pluviométrico, as árvores baixas com folhas pequenas, plantas com espinhos, muitos arbustos”, explicou o biólogo Alexandre Nunes.

“As plantas da Caatinga têm uma adaptação específica para esse bioma. Geralmente, as folhas são pequenas e grossas, justamente para não perder água. Um detalhe: a casca é permeável para armazenar água por mais tempo“, detalhou o biólogo.

Alexandre Nunes ainda destacou que os ventos fortes contribuem para aridez do bioma e os rios são temporários ou intermitentes (secam na estiagem).

“A Caatinga tem uma biodiversidade riquíssima, temos 548 espécies diferentes de aves, que representam 1/3 das aves do país; 3,2 mil espécies de plantas, dessas, 1/3 são endêmicas (só encontradas nesse bioma) e 183 espécies de mamíferos”, detalhou.

A flora é composta por juazeiro, mandacaru, facheiro, xique-xique, catingueira-verdadeira e umbuzeiro, e na fauna podemos encontrar mocó, asa branca, gavião carcará, cachorro-do-mato e morcegos. O dia escolhido para sensibilizar e conscientizar a população da importância desse bioma foi a data do nascimento de um pioneiro no estudo da Caatinga: o professor, engenheiro agrônomo e ecólogo João de Vasconcelos Sobrinho.

O profissional pioneiro nos estudos dá nome para Serra dos Cavalos – Parque Municipal Natural João Vasconcelos Sobrinho, localizado em Caruaru. “Este bioma está presente em grandes obras literárias, como em ‘Casa Grande e Senzala’, de Gilberto Freire, ‘Vidas Secas’, de Graciliano Ramos, ‘Os Sertões’, de Euclides da Cunha, e ‘O quinze’, de Rachel de Queiroz”, concluiu o biólogo.

Fonte: https://g1.globo.comColaboração: Deusimar das Abelha: Apicultor e Meliponicultor , Pós Graduado em Gestão, Educação Ambiental e Vice-Presidente da AMAMOS – Associação dos Meliponicultores e Apicultores de Monte Sento/Ba.

 

Blog do Florisvaldo – Informação Com Imparcialidade – 28/04/2022

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