EDITORIAL ANO IV NÚMERO 216 – ANO NOVO OU NOVO MUNDO?

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a 2021Nada mais surreal do que imaginar uma passagem de ano em que há restrição em se abraçar um parente ou um amigo, e mesmo certa reserva em fazer uso da tradicional frase: FELIZ ANO NOVO! Essas são as formas mais emblemáticas para caracterizar essa festa! Mas, o calor desse esperado abraço está inibido pelo protocolo oficial e não recomendados pelos princípios da prudência e da sensatez. Assim, os bons votos parecem estar carregados da energia negativa que está a envolver as pessoas nos dias de hoje, e a fortalecer a dúvida se algo realmente vai mudar para melhor no Novo Ano. Acredito que, pela primeira vez nos últimos 100 anos, a data de 31 DE DEZEMBRO chegou acompanhada pelo tormento causado por essa silenciosa e inusitada praga!

Nada mais cruel para o sentimento de amor e afeto humano, do que ter de viver num recomendado isolamento social, às vezes quebrado pelas necessidades mais imediatas ou por fugas manhosas impostas pelo coração, sempre com o amparo do forte argumento defensivo: “estávamos todos com máscara”!

Estava imbuído da prazerosa intenção de que cada palavra da presente crônica fosse o reflexo do otimismo e da esperança, e que nada pudesse lembrar ao leitor que um dia tivemos COVID-19. Todavia, como estamos sob os efeitos de uma simbiose de emoções, é impossível dele não lembrar, ou a ele vincular palavras e pensamentos.

A trajetória de vida durante os últimos 10 meses – março a dezembro -, foi marcada pela busca incessante para encontrar explicações e extrair lições sobre cada fato novo surgido diante do olhar atônito de todos.  “Aprendemos que tínhamos sapatos e vimos que só precisávamos de um chinelo para ficar em casa. […] Aprendemos que o sol cura tudo e tem de sobra a Vitamina D que estava escassa (D, de Deus, de dividir). […] Vi pobre e rico contraindo o vírus, independente se morava na favela e não lavava as mãos porque não tinha água e sabão; o rico com água aquecida e álcool gel por toda a casa, morrendo porque o seu pulmão não tinha o oxigênio a que nunca dera valor, e que era gratuito.  […] Seria Deus nos ensinando a valorizar o simples, o importante, e nos ensinando a sermos melhores?” (Autor desconhecido).

Vencida essa etapa de 2020, em que se alcançou a triste marca de quase 200 mil mortes no país pelo vírus, não poderia omitir um registro de justiça em favor da classe médica, heróis anônimos de incansável dedicação e carinho na luta para salvar a vida dos infectados, e em cuja batalha muitos perderam a sua própria! A todos eles o nosso aplauso e reconhecimento.

Pelo menos um novo cenário se apresenta para 2021, com o advento das diversas Vacinas já em fase de aplicação. Acredito na Ciência e nos valorosos cientistas que dedicam as suas vidas de forma imensurável na pesquisa da vacina que possa combater esse vírus e viabilizar a volta da normalidade à vida de todos. Para desprestigiar o trabalho dos laboratórios, em razão da pressa em chegar aos resultados, os incautos críticos se esquecem que não se pode comparar o avançado grau de desenvolvimento da ciência de hoje, com o existente há 70 anos. E mais: a população não tem nada a ver com brigas e intrigas de caráter ideológico ou de cores, pois é isso que se apresenta, no momento, quando se fala na vacina. Só sabemos que, mesmo em caráter de aplicação emergencial com 80 ou 90% de segurança, isso é ainda melhor que a continuidade da matança pelo mundo!

Que a Luz Divina resplandeça ao longo do NOVO ANO DE 2021 sobre toda a humanidade, iluminando as ações dos governantes para que não politizem e evitem a exploração do populismo sobre uma terrível tragédia. Recomendável é que todos façam a sua própria análise introspectiva, onde a vaidade e os sentimentos menores cedam lugar ao NOVO MUNDO que agora se iniciou.

 Autor:  Adm. Agenor Santos, Pós-Graduação Lato Sensu em Controle, Monitoramento e Avaliação no Setor Público – de Salvador – BA.

 

Blog do Florisvaldo – Informação Com Imparcialidade – 03/01/2021

 

Comentários

13 COMENTÁRIOS

  1. Caro Agenor, por tudo que vivenciamos, absorvemos e aprendemos em 2020, espero que 2021 não seja apenas uma mudança no calendário, mas uma mudança em nossas vidas. Feliz Ano Novo!

  2. Caro Agenor. Como costuma acontecer, sua análise sobre o tema está correta. O que está errado é a politização desenfreada e injustificável de um governo federal irresponsável, desde sempre, com a vida do brasileiro. As exigências para aprovação da ANVISA de, ao menos uma das vacinas disponíveis, é o cúmulo da irresponsabilidade, quando sabemos que: i) até a Argentina já iniciou o processo de tratamento vacinal do seu povo; ii) bastaria que uma das vacinas já aprovadas em instâncias internacionais (EEUA, Inglaterra, Rússia, etc) seria o bastante para iniciar o processo de imunização no nosso país. Mas não, a gripezinha/resfriadinho, e daí? O surto está no fim, entre outras sandices de um governo que não tem o mínimo apreço pela vida humana é o que está imperando. Com efeito, você lembrou bem, já estamos próximos de 200 mil vidas perdidas, a segunda maior no mundo. Esperar o que dos Bozos e Pazuelos da vida? (Salvador-BA).

  3. Oi, meu caro, sua crônica é muito oportuna. Desejo a você e familiares as melhores notícias neste Ano que ora se inicia. Um abraço fraternal. (Salvador-BA).

  4. Uma crônica que nos traz uma mensagem de reconciliação e compreensão. Para lembrarmos que os embates destroem, e a união constrói. Feliz 2021. FOZ DO IGUAÇU-PR

  5. Esse texto retrata o que desejamos para todos em 2021. Que nesse novo ano a fe, a esperança e a compaixão chegue aos lares brasileiros de uma maneira mais intensa. Feliz Ano Todo!

  6. Li, há pouco, sua crônica “ANO NOVO OU MUNDO NOVO”, e concordo plenamente com o que foi escrito. Não somos nada neste mundo, diante o que a natureza pode criar ou desenvolver. Nada significa ser rico ou pobre, se não temos armas de defesa. Um ano triste, com isolamento familiar e longe dos amigos. Muito triste. (Goiânia-GO).

  7. Primeiramente, parabenizo-lhe por mais esta obra de arte. Esta crônica tem um fundo emocional, poético e de realidade. Creio que, aliado à(s) vacina(s), o melhor remédio para vencer esta moléstia é acreditar no amanhã que é regido por Deus. (Maceió-AL).

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