Lula mente sobre não ser possível manter auxílio de R$ 600, alerta Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse neste sábado (13.ago.2022) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mente ao dizer que o Auxílio Brasil no valor de R$ 600 irá acabar a partir do ano que vem. O chefe do Executivo repetiu que acordou com a equipe econômica a manutenção do benefício com esse valor em 2023.

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Foto reprodução

“É mentira [o fim do auxílio de R$ 600]. Olha só, prezado Lula, vamos partir do princípio que é verdade a informação. Quanto era o Bolsa Família no governo Lula? […] Agora está 3 vezes maior do que no tempo dele”, afirmou Bolsonaro em entrevista ao programa Cara a Tapa, no YouTube, realizada pelo apresentador Rica Perrone.

Em live na manhã deste sábado (13.ago.2022) com o deputado André Janones (Avante), Lula disse que manter o auxílio de R$ 600 só será possível com a sua reeleição. “A única possibilidade do Auxilio Emergencial continuar é a gente ganhar as eleições e fazer aquilo que o povo espera que a gente faça: respeitá-lo”, declarou Lula.

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Lula ao lado de André Janones

O Auxílio Brasil foi turbinado, a 80 dias das eleições, com a aprovação da PEC das bondades, que passou o valor do benefício de R$ 400 para R$ 600 até o final deste ano. Bolsonaro afirmou ter recebido aval do ministro da Economia, Paulo Guedes, para manter esse patamar para cerca de 20 milhões de família no ano que vem.

“Foi aprovado mais R$ 200 até dezembro. [São] R$ 600. O que já conversei com o Paulo Guedes? Não falo nada sem conversar com ele. ‘PG, dá para manter esses R$ 200 a mais no ano que vem?’. Ele falou: ‘dá, se fizer isso, isso e isso’. Então, vai ser mantido os R$ 600 de auxílio emergencial no ano que vem”, declarou.

O plano de governo de Bolsonaro colocou como prioridade a manutenção do valor turbinado de R$ 600 do benefício. O chefe do Executivo já afirmou que, para a prorrogação da parcela turbinada, será necessário o aval do Congresso com a aprovação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição).

Na entrevista deste sábado, Bolsonaro repetiu críticas a Lula por ter mantido dialogado com o que chamou de “ditadores” de outros países. Segundo ele, em época de eleição, Lula quer ser “diferentão”.

“O cara assina uma carta pela democracia, mas sempre foi amigo de Chavéz, Maduro, Fidel Castro, Evo Morales, Mujica, Lugo, Bachelet, Kim Jong-un. E agora quando chega a época das eleições querem ser diferentões. Não dá pra ser diferentão. Ninguém vai acreditar. Começam a ir em igrejas agora. Nunca foram, vão de 4 em 4 anos”, disse.