Monstro conta em detalhes como tirou a vida de jovem que lhe deu carona

A jovem radiologista Kelly Cristina Cadamuro foi dada como desaparecida na última quarta-feira (1º) depois que saiu de São José do Rio Preto (SP) com destino a Itapagipe (MG) teve o corpo encontrado em um córrego entre Itapagipe e Frutal nesta quinta-feira (2). A jovem foi enterrada na cidade natal, em Guapiaçu (SP), nesta sexta-feira (03). Dos três detidos ainda durante a noite desta quinta-feira no interior de SP, um elemento identificado por Jonathan Pereira do Prado, foi o único levado para Frutal, onde as investigações sobre o crime são conduzidas. Ele foi identificado como sendo o passageiro para quem ela forneceu carona.

Foto reprodução

Conforme o delegado regional, o rapaz confessou ter agredido a radiologista e explicou que a calça da jovem saiu das pernas enquanto ele a arrastava para o córrego. A calça foi encontrada pela polícia a 3 Km do corpo. A declaração de óbito obtida apontou que ela morreu em decorrência de asfixia e estrangulamento.

Foto reprodução

“Ele admitiu ter feito uso do WhatsApp para armar o crime. Após marcar a viagem, ele esperou chegar até um trecho sem movimento da rodovia para pedir que ela parasse o carro para ele urinar”, explicou. Ainda de acordo com a Polícia Civil, o homem relatou que, após a vítima estacionar o carro na estrada, ele começou a dar socos no rosto dela.

Foto reprodução

A Polícia Civil informou ainda que Jonathan Pereira do Prado citou várias vezes durante o depoimento que não tentou abusar sexualmente de Kelly. Um dos braços dele estava com marcas de arranhões. A reconstituição do crime é uma possibilidade analisada pela polícia. “Ele dizia que a intenção era praticar o roubo, mas não descartamos nada. Os primeiros exames não constatam violência sexual. No entanto, aguardamos laudo de necropsia com detalhes e o laudo do local do crime onde teremos mais detalhes. Essa documentação deve ficar pronta em até 10 dias”, explicou.

O delegado Cézar Felipe Colombari informou também que tem até 30 dias para encerrar o inquérito. “Até terça-feira [7], vamos voltar a ouvir o preso. Precisamos ver se ele segue o mesmo depoimento. Familiares, amigos e o namorado também podem ser chamados. A polícia acredita que ela morreu ao reagir ao crime, segue na linha de investigação de latrocínio, mas não descarta nada. Seguimos os trabalhos”, declarou.

Frieza em depoimento

Durante o depoimento, o homem não demonstrou reações, segundo delegado Bruno Giovanini de Paula, que ouviu o rapaz na madrugada desta sexta-feira. O delegado comentou que ele narrava os fatos como se estivesse contando uma história. “Estava frio e agindo normalmente. Disse que a viagem até a hora do crime foi tranquila e que Kelly estava bem calma durante o trajeto. Acreditamos que a morte aconteceu entre 20h e 21h de quarta (1º)”, declarou. O namorado de Kelly, Marcos Silva, disse em entrevista que a garota ofereceu a carona por WhatsApp, mas que a viagem foi combinada por meio de ligação telefônica, através de uma mulher que alegou ser namorada do passageiro. Para a polícia, o homem preso contou que a maioria dos contatos com a radiologista foi feito através do aplicativo de bate-papo e negou participação de mulher no caso.

 

....

COMPARTILHAR