Oi registra prejuízo recorde de 5,74 bilhões no 3T19

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As ações da Oi, (Oibr3) e (Oibr4)  seguem estáveis após a empresa divulgar na última segunda-feira (2) o seu balanço trimestral referente ao período de julho a setembro. Foi reportado um prejuízo líquido de R$ 5,74 bilhões, 330% maior do que o mesmo período do ano passado.

Oibr3
Oi

Além disso, segundo a Oi, a receita líquida foi de R$ 4,95 bilhões, frente a R$ 5,43 bilhões do mesmo período de 2018, representando uma queda de 8,8% na comparação anualizada.

A dívida líquida aumentou 34,1%, chegando a R$ 14,71 bilhões. Sendo assim, o caixa disponível caiu 38,2%, indo a R$ 3,19 bilhões. O Capex, o investimento em bens de capital, foi de R$ 2,06 bilhões, uma alta 35,3%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de rotina, de acordo com a companhia, foi de R$ 979 milhões, uma queda de 32,9% em relação ao 3T18.

A margem Ebitda caiu 7%, saindo de 26,6% para 19,6%. Considerando os efeitos do IFRS 16, a margem Ebitda ficou em 27,5%.

Oi destaca operação no pós-pago

Segundo a Oi, o aumento do market share se destacou nos resultados trimestrais. Foi atingida a marca de 36% de market share de adições líquidas de pós-pago no 3T19. É o 2º maior share de adições líquidas no mercado no período.

No acumulado do ano, a empresa adicionou 1,1 milhões de clientes líquidos no pós-pago.

A companhia ainda destaca 3,6 milhões de casas passadas (HPs) com fibra (FTTH) ao final de setembro. A Oi espera chegar a 4,6 milhões de HPs ao final de 2019 e 16 milhões de HPs em 2021.

Processo de emissão de dívida garantida da Oibr3

Em meados de novembro, a companhia anunciou que pausou o processo de emissão de dívida garantida de R$ 2,5 bilhões. As negociações entre investidores, bancos e acionistas estavam indo bem até o mês de outubro.

Fontes próximas a situação da Oi afirmaram que a desaceleração do processo, que está sendo liderado pelo BTG Pactual e pelo Morgan Stanley, aconteceu devido a proximidade do fechamento da venda da participação de 25% que a empresa de telecomunicação detém no capital da operadora angolana Unitel. (Via Suno Research)

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