Pedreiro confessa assassinato do filho de 1 ano e 10 meses na BA

RTEmagicC_williamconfessou.jpgO pedreiro William Luiz Santos da Rocha, 23 anos, preso na noite de ontem em Candeias, confessou ter assassinado o filho Guilherme, de apenas 1 ano e 10 meses, segundo informou nesta terça-feira (29) a Polícia Civil. William foi preso pela Polícia Militar vivendo como um usuário de drogas na Fundação Dr. Jesus, que atende dependentes químicos. O pequeno Guilherme foi achado morto dentro de um riacho em São Cristóvão no último dia 8.

Segundo a Polícia Civil, inicialmente William tentou negar participação no crime, alegando que estava possuído por uma entidade. Depois, acabou confessando e chocou os policiais pela frieza com que ele contou os detalhes do crime. Ele disse que agiu sozinho, sem ajuda de ninguém – ele pegou o menino das mãos da mãe em uma sorveteria e fugiu com ele. O pedreiro contou ainda que levou a criança até a beira do riacho, sentou, segurou o pescoço do menino e mergulhou a cabeça dele na água. Ele então contou até 10, bem lentamente, para ter certeza da morte de Guilherme. Ao ver que ele ainda estava vivo, o pedreiro abandonou o corpo na água e fugiu.

A polícia disse que a motivação do crime ainda não está clara, mas que o pedreiro estava inconformado com o fim do relacionamento com a mãe de Guilherme.

Um bilhete escrito pelo pedreiro foi encontrado pela polícia na casa da mãe dele, que também mora no Parque São Cristóvão. Nele, havia um desenho de de um lago e a frase: “ligue para saber onde Guilherme está”. No entanto, nenhum telefone estava anotado. A avó paterna da criança disse que o bilhete deveria ser entregue a um pai de santo, identificado somente como Jorge, com quem William teria um relacionamento.

A localização do corpo de Guilherme foi informada à mãe por um desconhecido, que ligou para o celular dela – nas buscas pelo filho, ela espalhou seu número pelo bairro. Um tio da criança reconheceu o corpo dentro do riacho.

Fim de relação
A mãe da criança disse em depoimento que se separou de William há sete meses e ele vem tentando reatar a relação. Com a recusa da ex-mulher, ele chegou na casa dela no domingo e tentou levá-la à força, sem sucesso. Com isso, ele pegou Guilherme e fugiu.

No dia seguinte ao sumiço do filho, a mulher registrou queixa da agressão sofrida na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). Ela também registrou o desaparecimento do filho na Delegacia Especial de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca).

Encaminhado ao sistema prisional, William vai responder por homicídio e pode ficar até 30 anos preso. (Com informações do Correio)