Polícia pede exumação de corpo de criança que morreu ao engolir dente na BA

criA Polícia Civil pediu à Justiça a autorização para exumar o corpo da menina de quatro anos que morreu após engasgar com o próprio dente, extraído durante procedimento odontológico, no município de Ubaitaba, a 380 km de Salvador. O caso aconteceu no dia 29 de julho e a criança foi sepultada no dia seguinte.

“Nós queremos mais esclarecimentos sobre o laudo, que diz que ela morreu por insuficiência pulmonar. Com a exumação, nós teremos um laudo mais completo, que vai dizer se ela morreu por conta do dente ou não. Se o dente que caiu foi causa da morte, nós não temos como dizer ainda porque só temos a certidão de óbito”, explica o delegado de Ubaitaba, Miguel Francisco Cicerelli, que investiga o caso.

O delegado afirma que não sabe quanto tempo irá levar para a solicitação ser apreciada pelo juiz. Ele conta que sete pessoas já foram ouvidas, sendo que a dentista responsável pelo procedimento deve ser a última a prestar depoimento.

Fatalidade
No dia 30 de julho, o coordenador de saúde bucal de Ubaitaba, Frederico Monteiro, informou que todos os pacientes “gostam” da dentista e que a morte foi uma “fatalidade”.

“Todos os pacientes gostam dela [da dentista], nunca houve relato negativo por parte de quem é atendido por ela. Foi uma fatalidade, a criança estava um pouco agitada e aspirou o dente. A mãe estava na sala, pois não fazemos procedimentos com crianças sem a presença dos pais. As primeiras manobras foram feitas no local pois temos um Posto de Atenção Básica [PSF], mas em seguida encaminhamos ela para um hospital de Itabuna”, explicou na ocasião.

O coordenador não informou quais as medidas serão tomadas sobre a atividade profissional da dentista, mas ela deve ficar afastada porque está grávida. Ainda segundo o cordenador, a profissional já havia trabalhado no posto há quatro anos e estava substituindo outra dentista há dois meses. Segundo o assessor administrativo da Secretaria de Saúde do município, Augusto Menezes, o setor jurídico da secretaria vai averiguar se foi um erro profissional. (G1/BA)