Salvador: Presidente de ONG que movimentou R$ 100 milhões em convênios investigados é preso

    IMAGEM_NOTICIA_5O presidente da ONG Pierre Bourdieu, Dênis de Carvalho Silva Gama, foi um dos presos em operação da Secretaria da Segurança Pública (SSP) em parceria com o Ministério Público Estadual. A ONG é suspeita de ter firmado convênios irregulares com a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Secult) e com a Universidade Estadual da Bahia (Uneb). A estimativa da SPP é que os três convênios investigados envolvem recursos de R$ 100 milhões.

    A Operação Prometheus foi deflagrada nesta sexta-feira (2) para cumprir sete mandados de prisão e 19 de busca e apreensão. Além do presidente, dois diretores – Rubens Antônio Almeida e Michel Souza Silva – e o contador da ONG, Petter Souza Silva  tiveram prisões temporárias decretadas e foram levados à Delegacia Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap). O dono da Multi Comercial, uma das empresas que forneciam notas fiscais para a ONG, Ítalo Menezes, também foi preso. São considerados foragidos Alã Guedes, dona das empresas Trapiche Informática e AMG Informática, e Robenilson Santos, da ITPE Informática.

    Entre as irregularidades investigadas estão a falta de prestação de contas em compras de materiais como computadores e alimentos. A polícia ainda apreendeu computadores, equipamentos eletrônicos e de documentos fiscais e de créditos em vários lugares, incluindo a sede da ONG, perto do Largo dos Aflitos.

    Operação
    Os crimes investigados são falsidade ideológica, fraude a licitações, desvio de dinheiro público e outros delitos contra a Administração Pública. A investigação começou em novembro de 2012, quando um ex-membro da ONG denunciou a falsificação de um documento da eleições para o quadriênio 2010/2014 usando seu nome. “A partir daí começamos a investigar outras ações da ONG, até que foram encontrados indícios de superfaturamento e desvio de recursos públicos”, conta a delegada Suzy Ane Brandão, da SSP.

    “Os convênios sob investigação eram destinados à qualificação de funcionários de creches e escolas, mas ficou constatado que houve terceirização irregular para prestação do serviço”, detalha ainda a delegada.

    Além da delegada, a ação também foi coordenada pelo promotor Ariomar José Figueiredo da Silva, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP.

    Os mandados judiciais foram cumpridos, além dos Aflitos, na Paralela, em São Marcos, no Cabula, caminho das Árvores, Imbuí e Itaigara, entre outros.

    Informações do Correio