Sertão da Bahia espera atrair investimentos de R$ 800 milhões

    listas_posts_70455_jpg_200_200_2_0__jpgFalta menos de um mês para a 11ª rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para exploração de petróleo e gás, que ocorre nos dias 14 e 15 de maio, mas a expectativa já consome os representantes do setor na Bahia. Com duas áreas integrando o leilão — o Recôncavo e a Bacia Tucano Sul —, a região espera dobrar a produção que caiu nos últimos anos, atualmente em 50 mil barris/dia após alcançar marcas de 150 mil barris/dia. Entre os 289 blocos em leilão, 52 são baianos, criando uma série de novos negócios no estado. “Ficamos muito tempo sem leilões, foi uma perda grande para o setor, mas principalmente para estas áreas. Na Bahia foi mais danosa porque temos a região do Recôncavo que tem muitos campos maduros e está precisando de renovação”, ressalta Geraldo Queiroz, superintendente da RedePetro Bahia.

    Se a renovação da exploração no Recôncavo é um ponto de recuperação da produção baiana, o leilão dos blocos do Tucano Sul é uma esperança de desenvolvimento para o sertão baiano. A região é composta por 30 municípios, que sofrem com a seca e a falta de oportunidades econômicas. “É uma região extremamente pobre. Os municípios vivem de repasses do governo federal e da aposentadoria. Apesar da miséria, a região é riquíssima na perspectiva de petróleo e gás. São 36 blocos no leilão e a previsão é que nos próximos quatro anos receba um investimento privado de R$ 800 milhões”, ressalta Queiroz.

    Além de atrair investimentos, que significam melhorias na infraestrutura da região e na melhor formação das pessoas para o mercado de trabalho que se constituirá, a indústria petrolífera pode auxiliar até mesmo no combate à seca. Isto porque, na exploração de petróleo e gás é possível encontrar fontes de água em solos profundos. “A própria perfuração puxa gás, energia e pode encontrar água, pois o solo da região tem esta possibilidade. Alguns poços vão dar água, isso pode se transformar depois em irrigação. Nada impede que o sertão possa ser um polo de produção agrícola. O sertão pode ser um mar de oportunidades”, afirma. (Ig)