CORRETORES DE SEGUROS OPINAM SOBRE PROPOSTA DA SUSEP QUE ALTERA A FORMA DE INDENIZAÇÃO

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A consulta pública 016/21, realizada pela Susep, propõe mudanças significativas no mercado de seguro auto, entre elas, uma relacionada à tabela Fipe, que é considerada o principal índice para a negociação de carros no país. A alteração proposta pela autarquia gerou alguns comentários entre os Corretores de Seguros, que manifestaram sua opinião nos grupos do ‘Bom Dia Seguro’, WhatsApp do CQCS.

O Corretor de Seguros Lincoln Almeida dos Santos afirmou que acredita que se trata de uma “proposta estapafúrdia da Susep”. Trabalhando no mercado há 24 anos, o profissional afirma que a adoção da tabela Fipe veio pacificar o processo de indenização, tornando-o transparente. “Quando comecei a trabalhar neste ramo, antes da adoção da tabela FIPE como padrão de indenização, as seguradoras no momento da indenização utilizavam o valor médio de mercado e isso gerava muita desavença entre segurado, corretor e seguradora”. Indignado, Lincoln questionou: “É um retrocesso! Só porque a FIPE está valorizada é que resolveram mexer?”.

O Corretor ainda afirmou que, novamente caberá aos profissionais que estão na ponta ter que administrar este problema, caso ocorra algum. Fazendo coro ao colega, Luiz Fernando De Souza Cipolli, pontuou que, por sua experiência no mercado, não acredita que seus colegas estejam de acordo com o que foi proposto na consulta pública pelo órgão regulador. “Não acredito que existam profissionais que gostaram desta possível situação de retrocesso, creio que é um absurdo”.

Roberto Heringer opinou que deve ser levado em consideração o fato de que quase a totalidade das indenizações de perda total são pagas em prazo curto, algo em torno de um mês. “Acredito que a proposta da mudança se deve porque a tabela FIPE permitiu uma unidade de raciocínio de valores a indenizar. Entretanto, considerando o principal objetivo do seguro, que é repor o bem ou perda verificada, é correta a adoção da base da indenização da data do pagamento (ou próxima). Isso, além de atender o fundamento de porque se faz seguro, dá ao segurado a sensação (necessária) de que o seguro cumpriu seu papel”, explica.

Fonte: https://www.cqcs.com.br

 

Blog do Florisvaldo – Informação Com Imparcialidade – 22/07/2021

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