EDITORIAL ANO VIII NÚMERO 304 – A NOVA REALIDADE PÓS PANDEMIA

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Ainda não acredito, e a classe médica também não tem essa certeza, de que o Vírus já se foi para sempre, mas, no giro de uma semana que estou fazendo no belo interior de São Paulo, a sensação que fica ao conviver com as pessoas, tanto com os extraordinários parceiros de excursão, como os habitantes locais das cidades visitadas de Holambra, Atibaia, Aparecida e Campos do Jordão, além da Capital paulista, é de que a segurança da vacina já oferece uma certa tranquilidade às pessoas.

Tudo indica que existe uma visível NOVA REALIDADE em curso, uma vez que, principalmente as pessoas idosas na faixa acima de 80 anos, estão desfrutando os prazeres de belos passeios turísticos e, para os milhares de viajantes que encontrei nesse belo giro paulistano, há uma clara experiência de fé e a interessante descoberta de como surgiu a história da Santa Aparecida. e cuja descoberta de certa forma podemos chamar de conhecimento.

E tudo bem narrado pelos competentes guias que nos acompanharam, especialmente o preparado e culto Horácio Lacerda – o homem do belo “rabinho” no cabelo -, de que tudo aconteceu a partir da chegada ao Brasil do Conde de Assumar, enviado pelo Rei de Portugal em 1717 para assumir a administração da Capitania de S. Paulo e das Minas do Ouro, que foi criada em 1709, de enorme riqueza na produção de minérios de toda natureza, particularmente de pedras preciosas, como o ouro e o diamante.

A história corrente conta que numa parada para descanso da exaustiva viagem, cujo trajeto era feito no lombo de animais, toda a comitiva foi recebida com admirável acolhimento por uma das comunidades do Vale do Paraíba. Empolgadas com a visita, as lideranças locais preocupadas em festejar a chegada do novo governante da Capitania, determinou que alguns pescadores providenciassem o peixe ideal para oferecer aos novos e importantes visitantes.

Na tentativa de encontrar o melhor peixe para essa homenagem, os pescadores, confiantes, arremessaram a rede nas águas do Rio Paraíba do Sul, e eis que ao trazê-la à superfície perceberam que ao invés do peixe esperado, surgiu envolvida pela rede apenas o corpo – e sem a cabeça -, da imagem de uma Santa. Só que ansiosos por encontrar o peixe tão desejado, deslocaram-se para mais adiante e ao realizar a segunda remessa, eis que a rede vem com a cabeça do corpo antes encontrado, e agora identificado como sendo de N. S. da Imaculada Conceição.

Como era uma imagem feita de barro, durante o tempo que esteve submersa nas águas, teve a sua coloração transformada na cor negra. A convicção admitida de que um milagre estava acontecendo, é que na terceira remessa da rede sobre as águas essa retornou cheia de peixes da melhor qualidade. A partir dessa inusitada ocorrência, a imagem passou a ser venerada por todos pela natureza do milagre de seu surgimento, complementada pela terceira rede repleta de peixes, e assim a comunidade logo mudou o seu nome para APARECIDA!

Esse é apenas um importante e respeitado detalhe histórico, dentre tantos outros ouvidos no passeio, porque aqui desejo enfatizar, de forma agradecida, a importância do espírito de união e confraternização do grupo de 44 pessoas da Capital e várias cidades do interior baiano, que participaram desse giro turístico, durante o qual foi inquestionável o aprendizado resultante da permanente troca de experiências ao longo de uma semana. Além da alegria marcante dos passeios turísticos, impossível não destacar a relevância dos aspectos culturais bastante enriquecedores para a bagagem de conhecimento de cada participante.

Os olhos de todos os integrantes do pacote turístico – ressalte-se, organizado com muita eficiência e profissionalismo pelas empresas Shalom e Axé-Viagens e Turismo -, encantaram-se com a enorme beleza das grandes áreas de plantio de flores belíssimas nas regiões de Holambra e Atibaia (vide foto). Impossível não citar a encantadora beleza europeia da cidade de Campos do Jordão! Só me resta dizer: Foi uma experiência fantástica que merece ser vivida por milhões de outros brasileiros, nessa NOVA REALIDADE PÓS PANDEMIA, inclusive a título de comemoração pela dádiva da vida. E, na verdade, foi isso que fizemos!

Autor: Adm. Agenor Santos, Pós-Graduação Lato Sensu em Controle, Monitoramento e Avaliação no Setor Público (Salvador-BA).

 

Blog do Florisvaldo – Informação Com Imparcialidade – 02/10/2022

 

Comentários

11 COMENTÁRIOS

  1. Caro Agenor, devemos acreditar que sempre existirá uma “nova realidade”.
    Basta nos esforçarmos e seguirmos o exemplo do que fez o representante das comunidades do Vale do Paraíba, ao determinar que alguns pescadores providenciassem o melhor peixe para oferecer aos importantes visitantes. A narrativa deixa claro que, mesmo encontrando as partes da Santa que, mais tarde viria ser a Padroeira do Brasil, não desistiram do objetivo que era encontrar o melhor peixe para aquela homenagem, o que foi conseguido somente depois da terceira tentativa. Parabenizo o grupo dos 44 aventureiros que acreditaram naquilo que as empresas Shalom e Axé-Viagens e Turismo se propuseram a mostrar uma bela parte do estado de São Paulo, que tanto conheço e admiro. Voltem (e recomendem) sempre que tiverem oportunidade.

  2. Muito bom, Agenor.
    Já estive em Campos de Jordão por duas vezes e em igual número em Aparecida. Inclusive, lá estive quando uma certa senhora desapareceu misteriosamente e, até hoje, a despeito de todas as buscas policiais, nunca foi encontrada.
    A história da pescaria é impressionante, tanto que, após encontrarem o corpo da Santa e, em seguida, a cabeça, finalmente os peixes surgiram no terceiro lançamento da rede. A basílica é linda e a Santa, pretinha, é uma atração entre outras tantas, inclusive lojas as mais diversas e espetáculos. Nas missas, são -ao que me lembro- quatro rezadas simultaneamente por uma série de padres. Outra coisa impressionante é o vasto estacionamento na parte externa da basílica, com ônibus de todas as partes do Brasil e onde ficaram nossos automóveis.
    Lamentavelmente não fomos conhecer Holambra, mesmo porque nossas reservas estavam mais voltadas para Campos de Jordão, onde permanecemos por 3 dias, da primeira vez, e 2 dias em uma segunda ocasião e com muito frio. Nunca viajamos através de agências de viagem. Agora mesmo vamos a Roma (terceira vez), Paris (terceira vez) e Veneza (primeira vez). Na Europa, já estivemos em diversos países, sempre com programação de uma filha e um genro.
    Na época, minha filha, hoje residente em Madrid, morava em São Paulo, onde fui diversas vezes. Temos uma neta de 11 anos, nascida em Sampa e outra, de 4 anos, nascida em Madrid. Já em Salvador, tenho dois netos, um com 17 anos e outro com quase 3 anos de idade. No próximo dia 23 de dezembro, toda família vai a Madrid para o Natal que, um ano é no Brasil (em Praia do Forte onde temos casa) e outro na Espanha. Por lá, conheço várias cidades e já ando como se estivesse na Baixa dos Sapateiros, além da bela Lençóis, onde também temos residência própria. (Salvador-BA).

  3. Obrigada por compartilhar conosco sua belíssima crônica. Já com saudade dessa viagem maravilhosa. Fazia muitos anos que não viajava em excursão, foi a primeira pós pandemia e pós aposentadoria da JF. Experiência muito especial, pois pude ter ainda, com as graças de Deus, a oportunidade de viajar com minha amada mãe, queridas tias, primas e amigas e com um grupo incrível. Que Nossa Senhora Aparecida nos cubra com seu manto sagrado do Amor! (Salvador-BA)

  4. Perfeita! Descreveu de forma interessante e suscinta os dias maravilhosos por onde passamos e,mais ainda, c uma visão clara desta “Nova Era pós pandêmica”. Somos verdadeiros felizardos e só temos e devemos dar nossa gratidão ao Criador. Ficamos vivos pra viver a vida como ela é… este enorme bambolê.(Salvador-BA).

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